com cordar é dar corda à...?
sexta-feira, 25 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
sábado, 19 de março de 2011
abro bem a
porta pra
adentrar-me
o ar noturno
sob o céu
nublado
rosado
o gato sobre o muro
indo apressado
pra saber-si
na noite
e quase no mesmo
instante
entra de novo
na casa
que também
é seu abrigo
e a gata
que ja na
casa adentrara
declara
com sua fala
que ala o
ar de graça
na csaa
da moça
que não
casa
por não
querer
perder
a asa
porta pra
adentrar-me
o ar noturno
sob o céu
nublado
rosado
o gato sobre o muro
indo apressado
pra saber-si
na noite
e quase no mesmo
instante
entra de novo
na casa
que também
é seu abrigo
e a gata
que ja na
casa adentrara
declara
com sua fala
que ala o
ar de graça
na csaa
da moça
que não
casa
por não
querer
perder
a asa
domingo, 13 de março de 2011
Desilusão Fatal
você que
finge nem
me ver
por que
tanto medo
se fiz
do meu
segredo
uma
cura
do
desassossego?
paixão
encanto
acontece
de forma
mágica
mas talvez
você nem saiba...
mas lógico
que quando
não desabrocha
vira qualquer
coisa assim
meio brocha
como seus
olhos ocultos
em lentes escuras
que se recusam
a encarar
olho no olho...
que desaforo!
nem amigo
você soube ser...
finge nem
me ver
por que
tanto medo
se fiz
do meu
segredo
uma
cura
do
desassossego?
paixão
encanto
acontece
de forma
mágica
mas talvez
você nem saiba...
mas lógico
que quando
não desabrocha
vira qualquer
coisa assim
meio brocha
como seus
olhos ocultos
em lentes escuras
que se recusam
a encarar
olho no olho...
que desaforo!
nem amigo
você soube ser...
estrelas
que
resplandecem
e se despem
pra noite
que em breve
vai amanhã
ser
novo dia
gatos
que dormem
em comunhão
com seu sono
profundo e leve
sincronias
nos filmes
momentos
de ternos
e eternos
retornos
contornos
adquirindo
um tônus
mais firme
presente
que permanece
em mutação
constante
outono
se anunciando
com suas folhas
amareladas
religando
o ciclo
de morte
e vida
que
resplandecem
e se despem
pra noite
que em breve
vai amanhã
ser
novo dia
gatos
que dormem
em comunhão
com seu sono
profundo e leve
sincronias
nos filmes
momentos
de ternos
e eternos
retornos
contornos
adquirindo
um tônus
mais firme
presente
que permanece
em mutação
constante
outono
se anunciando
com suas folhas
amareladas
religando
o ciclo
de morte
e vida
sábado, 12 de março de 2011
solitude
as vezes
a solidão
que se apresenta
parece mais
que o necessário
falta
de habilidade
pra manusear
a solidez
da solidão
que ainda
não virou
atitude de sol
a solidão
que se apresenta
parece mais
que o necessário
falta
de habilidade
pra manusear
a solidez
da solidão
que ainda
não virou
atitude de sol
terça-feira, 8 de março de 2011
tirando o chapéu
noite de carnaval
e na tv
ouço e vejo
Cartola
em sua
estação primeira
em outro canal
vi ainda os
Doces Bárbaros
na alegria
do encontro
da harmonia
com a alegria
e Gil
com sua
plena
e presente
paz
mesmo
sofrendo
a ignorância
dos que
o condenam
mantém
sua convicção
e tranquilidade
e hoje
ainda celebra
mantendo
e circulando
o expresso
2222
da central
do Brasil
e eu quero aqui dizer:
amo você Gil!!!
e na tv
ouço e vejo
Cartola
em sua
estação primeira
em outro canal
vi ainda os
Doces Bárbaros
na alegria
do encontro
da harmonia
com a alegria
e Gil
com sua
plena
e presente
paz
mesmo
sofrendo
a ignorância
dos que
o condenam
mantém
sua convicção
e tranquilidade
e hoje
ainda celebra
mantendo
e circulando
o expresso
2222
da central
do Brasil
e eu quero aqui dizer:
amo você Gil!!!
segunda-feira, 7 de março de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
onde vai parar
o desejo
do beijo
não dado
do olhar
que não
se uniu
da fusão
que ficou
confusa
da parceria
que parecia
sintonia?
onde vai
parar
o afeto
que se abriu
e foi abortado
a amizade
que poderia
ser colorida
e ficou
incolor?
onde vai
parar o amor
que a gente
queria experimentar
e ficou perdido
no tempo?
o desejo
do beijo
não dado
do olhar
que não
se uniu
da fusão
que ficou
confusa
da parceria
que parecia
sintonia?
onde vai
parar
o afeto
que se abriu
e foi abortado
a amizade
que poderia
ser colorida
e ficou
incolor?
onde vai
parar o amor
que a gente
queria experimentar
e ficou perdido
no tempo?
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
ex pressar
tirando
a pressa
tudo
recomeça
com
a calma
da alma
alada
que sorve
o gole
de água
degusta
a palavra
cantada
cerra os
olhos
ao som
da doce
canção
da voz
que ressoa
da pessoa
que canta
e trabalha
fábula viva
e inteira
sendo
formiga e cigarra
a pressa
tudo
recomeça
com
a calma
da alma
alada
que sorve
o gole
de água
degusta
a palavra
cantada
cerra os
olhos
ao som
da doce
canção
da voz
que ressoa
da pessoa
que canta
e trabalha
fábula viva
e inteira
sendo
formiga e cigarra
domingo, 5 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
A UM AUSENTE
Tenho razão de sentir saudade, tenho razão de te acusar. Houve um pacto implícito que rompeste e sem te despedires foste embora. Detonaste o pacto. Detonaste a vida geral, a comum aquiescência de viver e explorar os rumos de obscuridade sem prazo sem consulta sem provocação até o limite das folhas caídas na hora de cair. Antecipaste a hora. Teu ponteiro enloqueceu, enloquecendo nossas horas. Que poderias ter feito de mais grave do que o ato sem continuação, o ato em si, o ato que não ousamos nem sabemos ousar porque depois dele não há nada? Tenho razão para sentir saudade de ti, de nossa convivência em falas camaradas, simples apertar de mãos, nem isso, voz modulando sílabas conhecidas e banais que eram sempre certeza e segurança. Sim, tenho saudades. Sim, acuso-te porque fizeste o não previsto nas leis da amizade e da natureza nem nos deixaste sequer o direito de indagar porque o fizeste, porque te foste. Carlos Drummond de Andrade
Canção de vidro
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
as palavras
me livram
da loucura
me lavram
da secura
me lavam
da amargura
me levam
pra soltura
me desatinam
me descortinam
me despem
me vestem
me transparecem
me translucidam
me deixam ao léu
me levam além
desafeto virtual ou " pra bom entendedor, nem meia palavra basta"
um email
que era
pra ser
inteiro
real
deixou
tudo
letal
deletou
sem
tato
pelo
status
invisível
falou
sem
palavras
o que
causaria
menos
incômodo
sendo
dito
ou escrito
contato
naufragado
na rede
de quem
não era
peixes
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
nesse processo
lento e escorregadio
de ser
cada
cada
coisa
tem
um
sentido
um
sentido
cada
ação
ação
um
simbolismo
simbolismo
que minha alma
anseia siginificar
com passos
vagarosos
e mãos
no mesmo
compasso
tudo que tateio
reflete em
algum
algum
abismo
as águas
que me banham
bebo
contemplo
e amo
diluem e
fluem
o que
teima
em
estagnar
estagnar
o céu com
seu brilho
solar
estrelar
e lunar
clareiam
e norteiam
o caminhar
cada
planta
planta
flor
animal
gente
e todo
ser vivente
ensina
a olhar
tudo
de um
modo
diferente
diferente
e na lentidão
de quase sempre
organizando
cada aspecto
da vida
uma melodia
que não
se ouve
vai sendo
composta
cheia de notas
semibreves...
domingo, 28 de novembro de 2010
DECRETO
aproveitar melhor o tempo
sem devaneios vãos
esperas desesperadas
esperanças ingênuas
pois não quero a
sensação de ver-me
refletida inerte no tempo
cada vez mais veloz
decreto o fim
dessa lentidão
que agoniza
em seu lugar
quero a lentidão
do criar
processo de gerar
com arte
beleza e harmonia
algo que clareie
que transforme
renove e me
refaça como ser
que cria de
forma ativa
quero lançar-me
no real
ausentar-me do virtual
desfazer sentimentos
suspensos, represados
todo engano
e desencanto
e deixar de esperar
que ser mais feliz
depende de um outro
sem devaneios vãos
esperas desesperadas
esperanças ingênuas
pois não quero a
sensação de ver-me
refletida inerte no tempo
cada vez mais veloz
decreto o fim
dessa lentidão
que agoniza
em seu lugar
quero a lentidão
do criar
processo de gerar
com arte
beleza e harmonia
algo que clareie
que transforme
renove e me
refaça como ser
que cria de
forma ativa
quero lançar-me
no real
ausentar-me do virtual
desfazer sentimentos
suspensos, represados
todo engano
e desencanto
e deixar de esperar
que ser mais feliz
depende de um outro
sábado, 27 de novembro de 2010
junto com a lua
vou deixar tudo
que ta dentro
também se esvaziar
nesta noite
vazio de pensamento
de sentimento
sem correspondência
vazio de qualquer
expectativa vã
lua cheia
que se despede
leva contigo
meu afeto
contido
que nem
teve a chance
de se mostrar
pois agora
o que vai
prevalecer
é simplesmente
meu amor
incondicionado
a mim
as flores
aos gatos
a tudo
que tem vida
não pede
nem recusa
amor
vou deixar tudo
que ta dentro
também se esvaziar
nesta noite
vazio de pensamento
de sentimento
sem correspondência
vazio de qualquer
expectativa vã
lua cheia
que se despede
leva contigo
meu afeto
contido
que nem
teve a chance
de se mostrar
pois agora
o que vai
prevalecer
é simplesmente
meu amor
incondicionado
a mim
as flores
aos gatos
a tudo
que tem vida
não pede
nem recusa
amor
encontro com a lua
noites em claro
pra absorver
a claridade
da lua
aguardando
sua chegada
para a prática
da contemplação
acompanhada
de Bach
e de lentes
que aproximam
a lua de mim
indescritível
presença
deste grande
ser celeste
que com
sua forma
e claridade
percorre
mistérios
de dentro
e de fora
do todo
contemplar
é de certa
forma
assimilar
uma grandeza
sem a lógica
da razão
e vai além
da emoção
que sai do coração...
pra absorver
a claridade
da lua
aguardando
sua chegada
para a prática
da contemplação
acompanhada
de Bach
e de lentes
que aproximam
a lua de mim
indescritível
presença
deste grande
ser celeste
que com
sua forma
e claridade
percorre
mistérios
de dentro
e de fora
do todo
contemplar
é de certa
forma
assimilar
uma grandeza
sem a lógica
da razão
e vai além
da emoção
que sai do coração...
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
contemplação
o tempo
se torna
templo
altar
feito de
estrelas
luz lunar
para
polarizar
yin
e yang
luz
e sombra
solitude
e atitude
vaga-lumes
brincando
e brindando
a vida
na noite
calma
de silêncio
fresco
que sepulta
o dia inerte
do calor
que derrete
transmutando
tudo que resiste
a mudança
se torna
templo
altar
feito de
estrelas
luz lunar
para
polarizar
yin
e yang
luz
e sombra
solitude
e atitude
vaga-lumes
brincando
e brindando
a vida
na noite
calma
de silêncio
fresco
que sepulta
o dia inerte
do calor
que derrete
transmutando
tudo que resiste
a mudança
noturno
seres ilustres
adentram em
minha casa
na noite abafada
de lua oculta
que começa
a se esvaziar
seres alados
de luzes verdes
que vaga-lumeiam
alegrando
e clareando
a alma
cansada
de afeto
desfeito
adentram em
minha casa
na noite abafada
de lua oculta
que começa
a se esvaziar
seres alados
de luzes verdes
que vaga-lumeiam
alegrando
e clareando
a alma
cansada
de afeto
desfeito
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
intenção
é tudo
agora
tudo
voltou
a seu
lugar
na casa
que abriga
a asa
harmonia
refletida
na ordem
e na limpeza
processo
vagaroso
que
quase
parece
milagroso
mantra
de amor
e bondade
que expandiu
o coração
dando
força
e motivação
noite em
claro
como a lua
que se encheu
de luz pra
clarear
os caminhos
na terra
sono
que cedeu
lugar
a vontade
de estar
alerta
atenta
à cor
dada
pela
vida
é tudo
agora
tudo
voltou
a seu
lugar
na casa
que abriga
a asa
harmonia
refletida
na ordem
e na limpeza
processo
vagaroso
que
quase
parece
milagroso
mantra
de amor
e bondade
que expandiu
o coração
dando
força
e motivação
noite em
claro
como a lua
que se encheu
de luz pra
clarear
os caminhos
na terra
sono
que cedeu
lugar
a vontade
de estar
alerta
atenta
à cor
dada
pela
vida
domingo, 21 de novembro de 2010
como lesma
me arrasto
a esmo
organizando
a vida
na
casa
que reflete
a alma
toda revirada
a espera
de um
amor tranquilo
com
troca de carinho
e comunhão
limpeza
lenta
que me
transforma
e também cansa
início
pelo
banheiro
lugar
de purificação
limpar
tudo que
não tem razão
um
quarto
revirado
revelando
a intimidade
caótica
quem sabe
até
uma ilusão
de ótica
liberação
do que não
tem uso
paredes
esperando
a tinta branca
pra clarear
tudo que sinto
sala
de estar
em sintonia
comunicação
integração
arte
tudo ainda
fora de lugar
pra elaborar
o processo
que vai chegar
de criar
com luz
e alegria
canteiro
cheio de terra
pronta
pra fazer
nascer
plantas
na primavera
e crescer
por todo
verão...
me arrasto
a esmo
organizando
a vida
na
casa
que reflete
a alma
toda revirada
a espera
de um
amor tranquilo
com
troca de carinho
e comunhão
limpeza
lenta
que me
transforma
e também cansa
início
pelo
banheiro
lugar
de purificação
limpar
tudo que
não tem razão
um
quarto
revirado
revelando
a intimidade
caótica
quem sabe
até
uma ilusão
de ótica
liberação
do que não
tem uso
paredes
esperando
a tinta branca
pra clarear
tudo que sinto
sala
de estar
em sintonia
comunicação
integração
arte
tudo ainda
fora de lugar
pra elaborar
o processo
que vai chegar
de criar
com luz
e alegria
canteiro
cheio de terra
pronta
pra fazer
nascer
plantas
na primavera
e crescer
por todo
verão...
sábado, 20 de novembro de 2010
processo
lento
de ser
interno
desordem
externa
espelho
da alma
armada
que controla
o fluxo
sem entender
o ritmo
natural
desejo
quase
afoito
tendo
que aprender
no escuro
do caos
o remanso
que há
no descanso
do cais
mundo interno
restrito
aos assuntos
do coração
do encantamento
da fusão
entre dois seres
em ebulição
será muita
limitação?
tanta desordem
no mundo
e aqui essa
divagação
inerte
quase catatônica
expressando
em palavras
que vêm
e que vão
pelos vãos
das mãos...
lento
de ser
interno
desordem
externa
espelho
da alma
armada
que controla
o fluxo
sem entender
o ritmo
natural
desejo
quase
afoito
tendo
que aprender
no escuro
do caos
o remanso
que há
no descanso
do cais
mundo interno
restrito
aos assuntos
do coração
do encantamento
da fusão
entre dois seres
em ebulição
será muita
limitação?
tanta desordem
no mundo
e aqui essa
divagação
inerte
quase catatônica
expressando
em palavras
que vêm
e que vão
pelos vãos
das mãos...
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
simbolismo noturno
céu límpido
de lua que
cresce
estrelas
que cintilam
e vento
que purifica
e renova
levando o
velho
o medo
o ruido
noite
que brilha
mostrando
o caminho
de lua que
cresce
estrelas
que cintilam
e vento
que purifica
e renova
levando o
velho
o medo
o ruido
noite
que brilha
mostrando
o caminho
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
arrumação
ao meu redor
uma grande
desorganização
reflexo
do mundo de dentro
todo revirado
em processo
de reformulação
casa espelho
da alma
refletindo
os cômodos
(yin cômodos)
de meu ser
fase pra desfazer
medos
lançar-me
no desconhecido
no rio
do que é
misterioso
destrancar as portas
do coração
expor o que vai
nas profundezas
do escuro de mim
busca pela
unidade
através
da complementaridade
fusão com a
polaridade
desfazer padrão
não repetir
velhos erros
abrir o presente
do momento
único
que é o agora
uma grande
desorganização
reflexo
do mundo de dentro
todo revirado
em processo
de reformulação
casa espelho
da alma
refletindo
os cômodos
(yin cômodos)
de meu ser
fase pra desfazer
medos
lançar-me
no desconhecido
no rio
do que é
misterioso
destrancar as portas
do coração
expor o que vai
nas profundezas
do escuro de mim
busca pela
unidade
através
da complementaridade
fusão com a
polaridade
desfazer padrão
não repetir
velhos erros
abrir o presente
do momento
único
que é o agora
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
a vida é esta
alternância
um dia cinza
molhado
outro azul
iluminado
um dia esfria
outro esquenta
um dia venta
outro
nada se movimenta
um dia há
vontade
de chorar
como a chuva
no outro
sorrir
como o sol
cada dia
o desafio
de viver
cada momento
sagrado
como se fosse
um agrado
divino
deixar pra trás
o que se passou
deixar pra frente
o que virá
ser eterno
presente
que vive
plantado
no agora
do aqui
alternância
um dia cinza
molhado
outro azul
iluminado
um dia esfria
outro esquenta
um dia venta
outro
nada se movimenta
um dia há
vontade
de chorar
como a chuva
no outro
sorrir
como o sol
cada dia
o desafio
de viver
cada momento
sagrado
como se fosse
um agrado
divino
deixar pra trás
o que se passou
deixar pra frente
o que virá
ser eterno
presente
que vive
plantado
no agora
do aqui
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
de missão
primeiro dia
após a demissão
chuva que cai
desde a madrugada
limpando
tudo
dando
vida as plantas
regando a terra
seca
cansada
de queimada
da cana
dia de descanso
concentrar a energia
direcionar pra luz
que nem girassol
mesmo com a chuva
após a demissão
chuva que cai
desde a madrugada
limpando
tudo
dando
vida as plantas
regando a terra
seca
cansada
de queimada
da cana
dia de descanso
concentrar a energia
direcionar pra luz
que nem girassol
mesmo com a chuva
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