suave
sou ave
(ou quase!)
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
ex pressar
tirando
a pressa
tudo
recomeça
com
a calma
da alma
alada
que sorve
o gole
de água
degusta
a palavra
cantada
cerra os
olhos
ao som
da doce
canção
da voz
que ressoa
da pessoa
que canta
e trabalha
fábula viva
e inteira
sendo
formiga e cigarra
a pressa
tudo
recomeça
com
a calma
da alma
alada
que sorve
o gole
de água
degusta
a palavra
cantada
cerra os
olhos
ao som
da doce
canção
da voz
que ressoa
da pessoa
que canta
e trabalha
fábula viva
e inteira
sendo
formiga e cigarra
domingo, 5 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
A UM AUSENTE
Tenho razão de sentir saudade, tenho razão de te acusar. Houve um pacto implícito que rompeste e sem te despedires foste embora. Detonaste o pacto. Detonaste a vida geral, a comum aquiescência de viver e explorar os rumos de obscuridade sem prazo sem consulta sem provocação até o limite das folhas caídas na hora de cair. Antecipaste a hora. Teu ponteiro enloqueceu, enloquecendo nossas horas. Que poderias ter feito de mais grave do que o ato sem continuação, o ato em si, o ato que não ousamos nem sabemos ousar porque depois dele não há nada? Tenho razão para sentir saudade de ti, de nossa convivência em falas camaradas, simples apertar de mãos, nem isso, voz modulando sílabas conhecidas e banais que eram sempre certeza e segurança. Sim, tenho saudades. Sim, acuso-te porque fizeste o não previsto nas leis da amizade e da natureza nem nos deixaste sequer o direito de indagar porque o fizeste, porque te foste. Carlos Drummond de Andrade
Canção de vidro
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