domingo, 15 de janeiro de 2012

passada
 a chuva
de verão

bem-te-vis
louvam
a tarde
translúcida
e úmida


decida
na
descida

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

palavras
que lavram
a terra
do dia
chovido
o dia 
quase
findo

como
uma
fenda

pra
noite

pro
fundo

diário de borda

abordagem do hoje
pra tentar bordar
 o que  finda
no dia mesclado
de inércia
e lentidão

quase caos
o inteiro
cais
abriga
e obriga
o eu a
encontrar-se
com seu todo

feio
escuro
lindo
luminoso
cinzento
colorido


cuidar da
companheira felina
pra que nos cure
de tudo
que coça
a coceira
do amor
que não
se dá
por medo
de  mudar
um esquema
padrão antigo
de ter o ter
antes do ser
é só tecer o ser
bordar
a bordo
do dia
mesmo a revelia
mesmo na solitude
mudar de atitude
começa por dentro
e aos poucos
vai desabrochando
como botão de flor
quando nem se espera
se abre


ausências necessárias
pra completar a presença


pai que não vejo
mais e me
enlaça com
seu amor
indelével


casa em
processo
de
asa
ja que comprei
uma bicicleta
não caso
a não ser
que seja
um caso
grave
de amor
explícito






misto de emoções
pensamentos
pesares
e alegrias
compõem
o dia
a sexta
feira 13
dos gatos
pretos
que me clareiam
me ensinam
a amar
no olhar





palavras
quase aleatórias
pra relatar
o dia
que se funde
com a noite
bem-te-vis
cantarolando
céu nublado
transmutando
a luz
no aqui
agora
sem caqui
nem amora











terça-feira, 10 de janeiro de 2012

papai

não é porque
você se foi
que agora
fico te
beatificando não


você
de verdade
só deixou
exemplos
de bondade
 ternura e
integridade


foram
poucos
os abraços
mas sempre
me senti
envolvida
por seu
amor
protetor



onde você
estiver agora
quero
que meu sentimento
alcance
seu coração
na forma
de uma luz
azulada
e rosa
como
a rosa
do meu jardim
que você
escolheu
pra me
presentear
porque
era
rara



quero
trilhar
seu caminho
de simplicidade
sempre
e deixar
a música
ser a
companheira
e a natureza
a medicina
sagrada

papai

vontade que
me dá
de saber
como é
ai onde
você mora
agora

ainda choro
quando penso
forte em você
sobretudo
nos dias
que antecedem
minha tenda
de recolhimento



as vezes estranho
te sentir tão
próximo
do jeito
inexplicável
que ainda
as vezes
tento
que alguém
entenda
e logo
lembro
que você
não esta
viajando
por aqui mais



quero
que você
venha me
visitar
mais vezes
no mundo
dos sonhos
com sua calma
e leveza



não lamento
sua partida
entendo
que tudo
na vida
se finda
ou se funde
com a morte
mas a saudade
que ao mesmo
tempo parece
alimentar
o amor
é também
meio vilã...


tudo tão
confuso
fica as vezes


mas não
se importe
tudo se
transmuta
e só
sei te
agradecer
por ter sido
um pai
tão honrado





te amo pra sempre!
quem idealiza
muito os
encantos
colhe
espantos
e fica
decepcionado


melhor
é construir
amores
simples
esculpidos
pela
sinceridade
do ser
agir
e pensar
prá
não correr
o risco
de anular
aquela
pessoa
que um
dia
fez
nosso
olhar brilhar
de emoção
e deslumbramento



que sejam
desfeitos
todos
idealismos
dos amores
sejam
os de amigo
ou de amantes
pra que
cada um
seja o que é
com ou sem
suas
más caras...














entre o
sono
e a vigília
a lua
clara
e cheia
esvaziando
a mente
dando lugar
a tranquilidade
e aos
sentimentos
claros
mesmo
quando
um possível
conflito
parece
querer
desfazer
um encanto
que de tão
idealizado
virou
espanto


nas noites
de verão
o sono
se esvai
dá vontade
de respirar
o ar fresco
que de dia
inexiste e
só na noite
se apresenta

lua cheia
clareou
meu quarto
com todo
seu explendor
me chamou
pra ir pra fora
descortinar
a visão


o ar
noturno
enluarado
expande
e acalma
mesmo
trazendo
a insônia
ou a simples
vontade
de vigiar a
noite
pra ser
silente
fresca
e clara



e os
gatos
pretos
companhias
que me
enlaçam
despertos
me chamam
pra verem
a cor
dada
na noite




segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

a
 lua
 cheia
que
clareia
 a
noite
também
me
ilumina



ajuda
a
 ver
com
mais
clareza
 minha
rudeza
e
também
sutileza


lua
cheia
que
esvazia
a
sombra
e
enche
de
luz


sábado, 7 de janeiro de 2012

lesmas nas noites
deslizam
 lentamente
se fartando
da comida
felina
e se vão...
deixando seu
rastro cilntilante
antes que
o dia
clareie

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

plantas e flores
manifestam
que a vida
segue seu curso
harmonioso
é só estar
atento e cuidadoso

uma flor
inesperada
se abriu
pela primeira vez
em meu jardim
após muito
tempo

é destas sutilezas
e delicadezas
que sei
que viver
vale a pena
as palavras
voam
e vêm
para
clarear
e dar
voz
a noite
quente
e silente
do verão

e nem
todos
ouvirão
porque
é necessário
ter ouvido
cálido
e coração
calado



2012

o ano
so é novo
se por
dentro
da gente
algo
se renova
pois que
o tempo
que  passa
nos relógios
e calendários
segue seu ritmo
cronológico
de sempre
e só muda
o que
dança


rupturas
são
solturas
podem ser
abruptas
e brutas
com a
força
de tudo
que não
condiz
com a
essência
da alma
clara


sábado, 24 de dezembro de 2011

flor não tem
pressa
desabrocha
em seu tempo
natural

que tudo
seja como
flor

desejo de pairar
acima das emoções
estar além
dos desejos
banais
estar completa
no agora
e só
na linha do tempo
finda-se
e funde-se
no eterno
agora
a história
que passa
com
ou sem
graça...
fim de ano
fim de ciclo
começo de verão
começo de refrão

manter a paz
dentro do coração
deixar a ansiedade
cair pelo chão

novas rotas
pra seguir
orientada
pela bússola
da alma

perder o medo
de voar
ir além
do conhecido
novos caminhos
outras línguas
outros sons
cheiros
imagens
costumes
pessoas


quando a mesmice
toma conta
um incômodo
me chacoalha


vontade
de superar
limites



pulsa em meu
peito
um desejo
forte
de me encontrar
quando um lugar
ja não mais
me encanta
com tanta
força


sou movida
a novidades


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

malas
aladas



num dia
pleno
e claro
de primavera
quero
encontrar
um amor


por amor

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

na tela
do pc
projeto
palavras
que
me injetam
degetam
protegem

deleto
as que
não
me deleitam
deliram
e não
me dão lírios


diante
da tela
inerte
ela
e eu

pra que
tamanha
exposição
descrição
dos momentos
que passam


na casa
cais
um caos
por detrás
por todos
os lados
por dentro
e por fora
e não
sinto vontade
de ir embora


desembolar
o meio de
campo
fazer a roda
girar






quinta-feira, 3 de novembro de 2011

a volta
da fome
da vontade
de comer
me auto-nutrir
deixar ir
o que não
era pra ser


harmonizar
a casa
limpar cada
canto
organizar
a vida
os afetos
as flores
tirar
o manto
pesado
da solidão
e abrir o
portal do
coração
pra viver
um
caso
alado
de
amizade
colorida
de amor
quando
vôo
para
montanhas
sinto
a viagem
antes de ir


o espirito
da montanha
me acompanha
sua força
recolhe
clareia
floresce




te aguardo
no
ventre
sonho
de amor
de um
dia de
primavera
descrever
a vida
o tempo
que
me
percorre
cada vez
mais veloz
registros
de instantes
de descobrimentos
importantes
do meu eu
almado
alado



palavras
que me
levam
e trazem
pra mais
dentro
do coração


parada
cardíaca
respiratória


pausa
pra
grande
inspiração
e exalar
com
expansão




desejo
claro
de amor
que chega
manso
terno
caloroso
e colorido



par
seria
impar
eu quero
dos
céus
este
presente
remoto

completude

fada
fadada
a ser
foda

ou fado...


um carro
arranhado
pelo arame
da cerca
caida


minha
 cara
caída
de
 vergonha
pelo
 descuido



dirigir
digerir
didjeridu



escrita
apertada
em teclas
mãos semi
inativas
maquínicas
más
mímicas



gato
que
em
tantos
atos
vira
companheiro
ativo
fiel
escudeiro




companhia
felina
que
felicidade
incita



alterados
os climas
os pólos
dos imãs
das rimas
irmãs
que não
mais riem
nem sorriem
entre si




desfeitos
todos
tormentos
todos
remendos
e refeitas
toda
calmaria
e toda
ventania



palavras
desconexas
do
fluxo
de
pensamentos




aqui
agora
ja outro
instante




quarta-feira, 2 de novembro de 2011


hoje calço seus chinelos,
os que comprou ano passado
pra ir pra praia
se despedir do mar...


quero sentir
a firmeza dos seus
passos nos meus pés
e quando chegar a
hora de partir
pro vôo
eterno
seja também
capaz
de só
ter deixado
rastros
de paz...



você só jaz aqui
pra gente que
segue neste nivel
de vida
o choro que
ainda me inunda
é só
pra liberar
a saudade
corporal
pois trago seu sorriso
na alma
e toda fé
no espirito

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

chuva
regando
a noite
calma


lava
e leva
a alma
pra andares
elevados

de clara ação

quero dar um basta
a todo quase


quase amor
quase amizade

e na hora
de colorir
fica cinzento



quero bastar-me
como um bastão
de fogo
seguro
por mãos
firmes
e maleáveis


basta
de amor
pra depois
quero amor
e amizade
cheia de cor
com caqui e amora
ja que aqui agora
ja não rola...


de claro
declaro
meu peito
aberto
cheia de
amor e
carinho
pra trocar


eu quero
um amor
que dure
seu ciclo
natural
que seja vital
tenha ritual
seja colorido
e artistico


e complemente
os espaços
vazios
propicios
pras fusões



domingo, 30 de outubro de 2011

chuva que
rega a noite
adentro

e aqui dentro
em meu cais
um semi caos


choro
acompanhado
pra
amenizar
a ilusão
da dor
da
separação



saudade
eterna
de amor
perene
amor
de pai


ais
se
desfazendo
aqui
e ali


casa
que
reflete
a asa
rebaixada
recolhida



casa
coração
em
reforma

pra
aprender
dar
a forma
e a cor
da ação
do amor



par
seria
de
que
afinal



quero
o abraço
de um
"alguém total"

terça-feira, 25 de outubro de 2011

ando
sempre
bem
agatonhada
deitar
na
rede
na
noite
suave


olhar
mais
de
perto
as
constelações



ver
no
céu
novas
direções


mapas
estelares
que
conduzem
a
outros
andares
e cantares

domingo, 23 de outubro de 2011

desnudando
descascando
trocando de pele
a parede
mudando

desaprendendo
rigidezes
desfazendo
desprazeres

trabalheira
danada
que é
pra
encontrar
e cultivar
o amor
dentro
da gente
mesmo


tudo
revirado
ao meu
redor


casa
caos
querendo
ser
cara
a
cara
caracol


carregar-se
em suas costas
andar lentamente



ventre
fecundo
doendo
a vida
que não
nasce


fica
ávida
de
vida
de
si
plena


grávida
de vida
clara
pura
arte
que se
lapida
com
constância

que
raios
de sol
me partam
para
dar-me
a luz!



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

choveu
choro
na secura
da saudade
que vai
ser
sempre


terça-feira, 18 de outubro de 2011

depois de toda chuva
vem o vento
varrendo
e o sol
pra clarear
o que foi
limpo


as forças
da natureza
atuam fora
e dentro
da gente


só parar
pra perceber
e deixar
que ela
nos transforme


sempre

que
par
seria?





   yin par
seria

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

tempo privado de meditação
para medir a ação


treino para mergulho
e perder
o orgulho de si mesmo


talento
primeiro
maravilhamento



tenho pressa maternal



tudo pouco mexido



tecidos pouco maleáveis


tem pança maior


tensos paternos movimentos


tentativa para melhorar


tamanha parte minha


tarefa para mineirar


tecendo palavra moida


tocando palavra mantida


trazendo palavra mãe




domingo, 16 de outubro de 2011

vontade de
escrever
inversos
 partituras
de estrelas


cantar
a chuva
que tudo limpa
 e o amor
que não
se finda


ai que vontade
de sair a cantar
que amar
é urgente
que bastou-me
 estar só



quero inaugurar
forma de amar
sem apegar
é pegar
e é também largar


canto
no meu canto
 que tem santo
do pau oco
tem um manto
que me despe
e outro tanto
me entontece



aconteço
no agora
sem amora
vou vivendo
sem amor
vou me morrendo



canto pra
que amar
seja fecundo
 como em
um
segundo

cigarras
e bem-te-vis
cantando
na chuva


sinfonia
do presente
do indicativo
de tempo
bom


primavera
regada
de chuva

lava
e leva
a secura
do chão
do ar
e do coração

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

as cigarras
meditam
com seus cantos
nos crepúsculos

quinta-feira, 13 de outubro de 2011


tons de sim
sintonia


cores de sim
sincronia



quarta-feira, 12 de outubro de 2011


um
agora
amora


uma
amora
agora


um amor
amora
agora



tarde opaca
sem sol
sem chuva
com pouco
de choro
e vela

jazz
pra com
solar
o quem
jaz



mundo de
dentro
pra
vasculhar
retirar
a dor
da tristeza
da ausência
reiterar
a cor
da beleza
da presença


e talvez
a chuva
venha
imprevisível
e nos regue
com um reggae
de liberdade...


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

dançar a vida...
cantar a vida
poetizar a vida


fome de amor
como se
sacia?


só cio?







quase morro
de fome
na noite
que me
devora
noite limpida
de chuva
o sono
se esvai
pra vida
respirar
mais pura
 no silêncio



terça-feira, 4 de outubro de 2011

comi a amora
colhida
guardada
na geladeira

seu gosto
gelado
perdeu
o sabor
do agora
sintonia
sintoma
de harmonia

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

os gatos
me languidam

sábado, 24 de setembro de 2011

tecer num
"fio de água"
a essência
da existência



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

distrava língua

agora só
 amora
sem caqui
no aqui
amoreiras
são moradas
das capsulas
de amor
que são
as amoras



mini-mundi




quasi flos
هو مثل زهرة
is soos 'n blom
gül kimi
lore bat bezalakoa da
je jako květina
就像是一朵花
se tankou yon flè
je kao cvije
ter som en blomst
je ako kvetina
ay tulad ng isang bulaklak
ჰგავს ყვავილი
is als een bloe
er som en blomst
es como una flor
est comme une fleur
is like a flower
è come un fiore
sexa como flor


seja como flor


onde for...































एक फूल की तरह
 





































ಹೂವಿನ ಹಾಗೆ















is like a flower

I pede

eu flow
i flor

eu flor
eu fluo


we flores
nós flow


nós flores
nós fluimos


we are the flowers
quando fluimos
nas dores
nas cores
e amores
eu vôo
pra
perto
das
montanhas

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

sem poesia
a vida
não seria

domingo, 18 de setembro de 2011

apatia
aparte-se
de mim



quarta-feira, 31 de agosto de 2011

vida diet

sem calor ia
morrendo
de fome
de amar

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

luto
é luta
contra

amor
apegado
vida que segue
em prol segue

o próximo e
o ausente


partida
ruptura
soltura
pra novas
solturas
partituras
de sol


estamos
aqui

para
ser
virmos
a Vida

terça-feira, 16 de agosto de 2011

hoje não chorei
sua partida
porque  sei
que é só
uma parte ida





domingo, 7 de agosto de 2011

ainda ecoa
a dor da partida
naquela manhã
fria entremeada
de noite


o choro
alivia
lavando
e levando
a dor

  do apego
se desfazendo



reflexo desta
partida natural
tudo ao meu redor
espalhado pelo chão
vida pra
se reooganizar





despedida
que aindia
se despe
ida



saudade

que aflora
e que mora
tão jovem senhora
no peito que implora
VIDA

passagem
intra-terrena
ou extra
terrestre
viagem
pra outra

dimensão


Pai
quanto ai
me faz sentir
sua partida

mas agradeço
por sua companhia



e cuidado eternos...



quarta-feira, 6 de julho de 2011

dia do espírito livre ou o adeus ao meu pai...

notícia súbita
de morte entremeada
pela noite
e pelo dia


fatalidade
inesperada
de morte
natural

impacto
da notícia
paralizando
a minha face
meu sentir
meu quem eu sou...


choro e dor
mesclados
de incredulidade
tristeza e medo
chegando aos
poucos
até desatar
nos nós
ruptura
corporal


apego
que pega
fundo
no
profundo
de meu
ser



dor e choro
num crescendo
desesperado


suspensão de tudo




vazio


oco


amor apegado
se desfazendo
forçosamente



amigos que chegam
no momento
pleno de amparo


presença silente
que sente
em sintonia

trocas de energias


cada um
lavando suas dores
profundezas
ocultas
na tristeza
do espanto
da morte



dia frio






consolo
no solo
no rio
mesmo
em prantos
pássaros que
voam
pra significar
o vivido:

morte que é
asas do espírito
barco que passa
com seu motor
fazendo as águas
ondularem
e mostrarem
o fluxo contínuo
do ciclo
de vir e ir



cachorro amigo
que se aproxima
lealmente
em busca
de um afago
e que acalma
um pouco da dor





pedras que fortalecem
águas que transparecem
acalmam por instantes
limpam a dor
da tristeza


amigos que chegam
com delicadeza e
mesmo os recentes
e mesmo silentes
com sua compaixão
acalantam a dor
da aparente
separação


despedida
abrupta
lenta
triste
e ao
mesmo
tempo
consoladora


com
solo
de
sol



que honra
ter sido
filha
de um
pai
musical
com
tom
e dom
angelical!






quarta-feira, 1 de junho de 2011

amor
amora
que demora



verão
ou tono
frio



amora
que se doa
madura
vitamina
A
de amor
o ocaso
o caso
o oco caso
a casa


acaso
a casa
acasala
a casa
ala


descaso
descanso
remanso
de manso
me caso
levado a
ser rio

só rio






ou tonal

outono que
outra hora se finda
se funde com as
folhas caídas
                          cansadas
ao fundo


                                                 no chão



rendidas
vencidas de
fases finitas


outono
nas ruas
nos rios
nos rostos
nos outros

nosotros
saindo de
nossas
ostras
nossos
racionalismos
racismos
cinismos


cisnes
de nós
mesmos
dançando
sobre as águas
das marés interiores

outono
ou tônus
de crepúsculos
corpúsculos
com músculos

sem máculas
nem más caras
nem dráculas


outono
estação
de colher
o escolhido
acolher o


[escondido]




para depois vê-lo
fazer resplandecer-seR
em sua sua própria
foto- síntese

grafia da luz


que ouro reluz

sexta-feira, 27 de maio de 2011

que toda ganância que impera por detrás dos interesses que só destroem o que ainda nos resta de natural, possa ser transmutada pela força do amor
como um milagre das águas...
.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

vida que as vezes
parece ter o sentido
suspenso
tanta notícia
feia
violência
miséria
desrespeito


a arte
parece ser
a única vitamina
social

a arte que tem ar
de pureza
que busca a essência
da beleza
da sensibilidade
que pulsa no íntimo
do ser que se
diz humano

uma estrela cadente
no céu , na cidade
cadência mágica
que por um breve
instante faz tudo
parecer ter sentido
na noite vazia
no bar...

terça-feira, 24 de maio de 2011

euforia
alforria

eu floria
sincronia
é um sim
colorido

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Conserto

hoje acordei
com vontade
de concertar
a vida

e assim vou seguindo

música brasileira
tem brasa
tem fogueira
pode ser
faceira ou
difícil

tem alegria
alegoria
do samba
que há tanto
a tantos
e a santos
encanta




música que
tem fé
tem  banho
de brilho
de sol
em todas
suas nuances
seus tons
seus dons
de ser
fogo
violeta



partitura
sem parte
partida
estrutura
quase escultura
do tempo
nu tempo


e a brasa
da palavra
da música
que paira
e traz paz e
alegria
com  a
fiança da
aliança
traz a chave
que religa
a essência



palavra sonora
senhora do sono
e de si
lente
de tons
acordes
que acordam
com cor da
alma
clara

no agora
que é terno





domingo, 1 de maio de 2011

arrumação

pra dar
rumo
à ação


segunda-feira, 25 de abril de 2011

meu jardim florido
desfez tudo
que andava
dolorido

flor
é
o posto
da dor

domingo, 24 de abril de 2011

que tudo
seja como
flor!

Afetos consumidos...com sumidos...

existência e vida
sobrevivência e lida
eu e o outro
a noite e o dia
o frio e o quente
o fogo e a água
polos opostos
equilibrio
distante?


no fundo
do ser
a resposta
yin completa...



afetos
consumidos
no vazio
da solidão
temida
como um
fato consumado


cremado


onde anda o lirismo?
não há romance mais no ar?
corpos famintos
se entregam pro tato
volátil
  que se dissolve
sem nada deixar
de semente:

um mente...




refúfio na solidão
porque amar
anda muito distante...



ou quem sabe
o aprendizado real
seja de fato
a entrega pra
liberdade do amor
incondicional?





porque nos escondemos do amor???










encontrar na solitude
a melhor atitude
desprender-se do
desejo de ser
lembrado
de esperar
com ânsia
e entristecer
quando a espera


quase que desespera


encontrar na alma
a calma em flor
perder o medo
do desamor

ou será
do amor?



tudo ao redor
parece cansado
neste mundo revirado
cada um com
seu vazio
e os encontros
na superfície...




encontros sem fusão
gerando confusão
o que podia se abrir
se fecha
e o foco
do que importa
de verdade
se dispersa




aqui dentro 
do meu ser
misto de afetos
desfeitos
projetos inacabados
amores em vãos
desejos suspensos
 que perdem a força
em instantes


busco alento
nas palavras
mas talvez
deva fazer o contrário
fundir-me no silêncio
e transformar-me
numa pluma!


poema no corpo
escrito pelo afago
do fogo
se apaga
se o fogo
tiver sido
de palha...



noticiários

notas trágicas
notas fúteis
desfilam nas
páginas iniciais
em quase todos
os jornais
mortes e vaidades
crimes sem castigos
mundo de pernas
pro ar
onde isto tudo
vai dar?

sábado, 23 de abril de 2011

quânticos

no núcleo
do eu
assim como
o átomo
há um campo
de infinitas
probabilidades











































além da pele

poema no corpo
escrito pelo afago
 do fogo
não se apaga

































































sexta-feira, 15 de abril de 2011

olhos mágicos

na noite
ou no dia

entre nós

há achados
e perdidos
dispensar a dor
colorir com amor

segunda-feira, 11 de abril de 2011

quanta delicadeza
há num
botão de rosa

inda mais
quando
é planta
que foi
morar na terra
através de nossas
mãos...

rosa
dentre
as flores
parece
ter algo
incontido
tamanha
maciez
da textura
de suas pétalas
e o frescor

de seu aroma


rosa
exala
amor
no ar
e no
olhar
no
 meio
da

noite
inteira

mente
que clareia
e alma
incendeia
não temo
a solidão
ela é
mote
da minha
inteireza
bem dita
fala
que ala
o dito
pelo não
dito
bendita
ação



meditação
nu

ser
adentro
a noite
que me
adentra
aqui
agora
sim


como
um sino

singelo
que se toca
pelo vento




aqui
agora
paz
como sono
felino
que se entrega
e se desperta
com a mesma
prontidão



aqui
agora
cais
em meio
ao caos
que perturba
e reestrutura
o mundo




aqui
agora
luz

que
seduz
meu ser
na busca
da comunhão
com a totalidade
da vida
que É...

borago

borago

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