quinta-feira, 25 de novembro de 2010

afeto desabafado
deu num fato
consumado
deu no mesmo
se tivesse
ficado guardado


sina de ser só
enganos de
encantos que
viram cinzas
de um fogo
de palha
que só
atrapalha


elo desfeito
como se querer
bem fosse
defeito



sentimento
se desfazendo
feito
fumaça...
ou como
se fosse
algo volátil...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

lua cheia
de luz
e água
ilumina
e purifica
essa Terra
tão linda
e cheia de
guerra


que tua
claridade
apague
toda maldade
que cada
ser humano
desperte
em amor
de verdade


que cada
chuva
seja apenas
de limpeza
e que nosso
olhar e agir
possam se expandir
além de toda
catástrofe...

terça-feira, 23 de novembro de 2010


borboleta
quase tem letra
quase borbulha
é quase roleta
quase maleta
 quase violeta
até quase cometa


borboleta
pousada
ou em vôo
tem sempre
a leveza
cravada
em suas asas


borboleta
colore
caminhos
desperta
palavras
e encantamentos


borboletas
serão
seres de outros
planetas?



segunda-feira, 22 de novembro de 2010

final do dia
sol e chuva
se encontram
pra deixar um

arco na íris
de cores
intenção
é tudo

agora
tudo
voltou
a seu
lugar
na casa
que abriga
a asa


harmonia
refletida
na ordem
e na limpeza


processo
vagaroso
que
quase
parece
milagroso


mantra
de amor
e bondade
que expandiu
o coração
dando
força
e motivação


noite em
claro
como a lua
que se encheu
de luz pra
clarear
os caminhos
na terra


sono
que cedeu
lugar
a vontade
de estar
alerta
atenta
à cor
dada
pela
vida

domingo, 21 de novembro de 2010

como lesma
me arrasto
a esmo
organizando
a vida
na
casa
que reflete
a alma

toda revirada
a espera
de um
amor tranquilo
com
troca de carinho
e comunhão


limpeza
lenta
que me
transforma
e também cansa

início
pelo
banheiro
lugar
de purificação
limpar
tudo que
não tem razão

um
quarto
revirado
revelando
a intimidade
caótica
quem sabe
até
uma ilusão
de ótica

liberação
do que não
tem uso
paredes
esperando
a tinta branca
pra clarear
tudo que sinto


sala
de estar
em sintonia
comunicação
integração
arte


tudo ainda
fora de lugar
pra elaborar
o processo
que vai chegar
de criar
com luz
e alegria


canteiro
cheio de terra
pronta
pra fazer
nascer
plantas
na primavera

e crescer
por todo
verão...
há dias
adiando
até
que um dia
cansado
de tanto
ser amontoado
consegue
por fim
pôr fim
a tamanha
desordem
da casa
espelho
do ser
que sou

sábado, 20 de novembro de 2010

processo
lento
de ser
interno


desordem
externa
espelho
da alma
armada
que controla
o fluxo
sem entender
o ritmo
natural



desejo
quase
afoito
tendo
que aprender
no escuro
do caos


o remanso
que há
no descanso
do cais


mundo interno
restrito
aos assuntos
do coração
do encantamento
da fusão
entre dois seres
em ebulição

será muita
limitação?

tanta desordem
no mundo
e aqui essa
divagação
inerte
quase catatônica
expressando
em palavras
que vêm
e que vão

pelos vãos
das mãos...
o avesso
do que
não conheço
será
o reflexo
do rio



a casa
que guarda
a asa
contem
o segredo
do vôo


passo
em falso
na valsa
solitária



lua que clareia
é cheia
de brancura


chuva que regou
suave
o solo
as ervas
as flores

e o peito
incerto de
possíves amores


um canto
pode
conter
o encanto
de dois?
mais um dia
que se vai
e a ordem
é adiada

como se o
caos
fosse
o cais
porto seguro
de algo
que não
quer partir
ou parir


deixar ir
o que
não
se integra
nem se entrega

tudo fora
de lugar
no chão
cacos de vidro
que se quebraram
por distração


eterna mudança
que busca
a harmonia
as avessas...

arrumação

dar rumo
a ação
extremos
que desequilibram

nem tão
sério
nem tão
à toa

nem tão
fanático
nem  tão
lunático

nem tão
dentro
nem tão
fora

viver
é saber
dosar
os polos
até
encontrar
o eixo
o tao
do caminho
do meio

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

acho que
os carros
são cápsulas

as motos
comprimidos

 as bicicletas
e os próprios
pés
e pernas
são sementes

se abrindo
com seu
empenho
inato


carros
motores

motos
motores

bicicletas
ar
esforço
encantos


caminhar
se religar
com a terra
e o ar
caquis
amoras
amadurecendo
maduros
sendo


amar
elas
elos
eles



ha
mar
no
amor


olhar
no infinito
no brilho
estelar


com quem
muito
se deve
contar
árvores
arvore
ser
arvorescer


arvorar
ser
árvore


caule
penetrado
na terra
pelas
raízes
dedos
que se interligam
com a mãe


braços
estendidos
e mãos abertas
são seus ramos
ou seus troncos
dançando
e se ofertando
aos céus
aos seres alados

árvores
são pousadas
dos anjos

pra descansarem
de nossa
guarda

na cara
a poesia
da vida
há que escolher

encolher
ou
colher



templo
de ser
interno
inteiro
reflexo
de rio
e agora
o que faço
com esta
paixão exposta?
poesia que
se capta
e ora
se escapa
pelo
vento...
palavras
vêm do além



 do que sinto

 apalpo 

e desintegro
ciladas
oscilações

tempo interno
destoando do externo

bagunça
do fora
aguardando

 a organização
do dentro


integração
individuação
para a sonhada
  fusão

  vida
suspensa
 no suspense 



 de um repente



   relâmpago
que aflora
do âmago
foco
no coração
bussóla

 que aponta
a real  direção
sem rima
descrevo
o que remo
contra ou
a favor
da maré


sem rima
com ramo
de flor
que se abre
em gerânios
gerando
amores
em suas cores


 sem rima
meu rumo
que rumino
alheia ao que será
desse
 afeto

 que ainda é um feto
sucinto
o que sinto
num misto
de encanto
e de espanto

desejo de
proximidade
cumplicidade
liberdade
de almas
aladas
que se
agradam
de companhia


espera
inerte
entregue
à sorte
ponto de

eterna mutação
coração em ebulição
alma em elevação


casa com
asa

se abrindo


ser cigarra
crescendo
sol se pondo

vermelho
dourado
amarelo

cores
fora
da rotina
retidas
na retina

sol
e lua
na mesma
direção
integrando
as polaridades
aqui
na terra
como no céu

sábado, 13 de novembro de 2010

espera
sem desespero
silêncio de
cio
insaciado
ações
sem reações
anti-atração?

descaminhos
descruzados
solidão
cansada de si

porta de 
um coração
fechada
e a do meu
escancarada...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

de cisão


decisão
feita
de corte

terça-feira, 19 de outubro de 2010

simbolismo de
dores

transmutação
de energias

dissolução
daquilo que
não é
essencial

ar de
harmonia
se refazendo

cada coisa
encontrando
seu lugar

ir além
de tudo
que é

simbolismo noturno

céu límpido
de lua que
cresce
estrelas
que cintilam
e vento
que purifica
e renova
levando o
velho
o medo
o ruido


noite
que brilha
mostrando
o caminho

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

arrumação

ao meu redor
uma grande
desorganização

reflexo
do mundo de dentro
todo revirado
em processo
de reformulação

casa espelho
da alma
refletindo
os cômodos
(yin cômodos)
de meu ser


fase pra desfazer
medos
lançar-me
no desconhecido
no rio
do que é
misterioso

destrancar as portas
do coração
expor o que vai
nas profundezas
do escuro de mim

busca pela
unidade
através
da complementaridade
fusão com a
polaridade


desfazer padrão
não repetir
velhos erros
abrir o presente
do momento
único
que é o agora
quando vejo
a terra ardendo
com o fogo da
cana
tal qual asa branca
me pergunto
"porque tamanha judiação?"


no escurecer do dia
o fogo que enfraquece
a terra, desvitaliza o ar
as plantas
e tantas vidas alem
de humanas
continua a queimar
com brutal desrespeito

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

a vida é esta
alternância
um dia cinza
molhado
outro azul
iluminado


um dia esfria
outro esquenta

um dia venta
outro
nada se movimenta


um dia há
vontade
de chorar
como a chuva

no outro
sorrir
como o sol


cada dia
o desafio
de viver
cada momento
sagrado
como se fosse
um agrado
divino


deixar pra trás
o que se passou
deixar pra frente
o que virá


ser eterno
presente
que vive
plantado
no agora
do aqui

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

de missão

primeiro dia
após a demissão

chuva que cai
desde a madrugada

limpando
tudo
dando
vida as plantas
regando a terra
seca
cansada
de queimada
da cana


dia de descanso
concentrar a energia
direcionar pra luz
que nem girassol
mesmo com a chuva

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

na manchete:
cientistas norte
americanos
descobrem planeta
próximo ao nosso
com recursos
disponíveis
pra vida


acham que
são os
descobridores
dão nome
ja pensam
em exploração

depois de
tantos estragos
neste planeta azul
pensam em
invadir outro

quanta pretensão
nem dão conta
de reparar
tantos absurdos
e se projetam
além...
dia cinza
de despedida
liberação
do que já
não é mais

desvincular
daquilo
que não
é essencial

separaração
pra encontrar
outra direção
parcerias
de harmonia


caminhada
com passos
livres
seguros
sentindo
o peso
cedendo

plantas
e flores
como
recompensa


abraços
carinhosos
de quem
perdeu
a razão
convencional


palavras
de otimismo
de quem
é refém
do sistema
que sustenta
a doença

misto
de leveza
e tristeza


tudo
se transforma
sem apego
sigo
acompanhando
a luz
indignação
índiga
ação


dualidade
brilho
e opacidade

meia-verdade
desatualizada
recapitulação

exercício
de poder
medíocre


dias contados
pra derrubada

sistema de saúde
doente
que por si só
vai se auto-destruir

e vou ver ruir...


porque tudo
isto vai se acabar
a manipulação
o controle
o lucro


isto é só
o sinal
de que este
poder
não tem
poder


porque exclui
a possibilidade
da integração
da unidade

da divindade

ciência
sem consciência
sem afeto
sem ternura


postura
rígida
e retrógrada
que co-ordena
sem visão
de amplitude


bom separar
o que não
tem fusão
com o coração

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

a verdade obtusa do olho estrábico

quando a fala
se cala
diante
do absurdo
a garganta
reage
ruge
de indignação

mas há
diferença
entre o silencio
contido
e o retido
para
o momento
oportuno
onde
a emoção
após
a transmutação
alcança
sua livre
expressão


a voz
que cala
diante
da fala
interditada
pelo
autoritarismo
também
se fortalace
no recolhimento

a tosse
via de expressão
da emoção
caótica
vai cedendo
aos poucos
depois que
a liberdade
mesmo que
as avessas
chega
com suas
asas de amor

domingo, 26 de setembro de 2010

estrabismo

olhar estrábico
que recusa
a olhar além
do que sua vista
desfocada
alcança


sente ameaça
quando
novo olhar
realiza
e tem sucesso


insiste
tanto em dizer
tem que acolher
tem que ter foco
porque
isto é o
que ainda
não desenvolveu
no próprio self

aponta
os erros
alheios
retrocede
ao passado
porque não
tem argumento
vivo no presente

se ressente
do que brilha
do que é simples
natural
e saudável

e pensa que tem poder...
palavras que libertam
desatam nós
da garganta

mesmo quando
não faladas
tornam-se
aladas
no papel
ou na tela
virtual
quando a intriga se
aproxima
uma flor
me é ofertada

sinal
do amor
da proteção
dos anjos
dos santos
da divindade
que me habita


energias
sem sintonia


sigo meu caminho
confiando
na guiança


como criança...

me afasto
pra não compactuar
com o sistema
doentio
retrógrado
desvitalizado


suas verdades
obtusas
e estrábicas
refletem seu ponto
de vista
desfocado
como seus olhos
opacos
que não
encaram
outros olhares
nem pontos de vista
diferentes

desejo que
sua visão
se expanda


que seu coração
se abra
para além
dos seus dogmas
católicos
psicanaliticos
desatualizados e
amorfos

que seus rins
liberem
os medos

que seu ser
se eleve
e fique leve
era do aguadeiro
que se manifesta
a cada dia
verdades vindo
a tona
purificando a
humanidade que
dorme
presa a matéria
inerte
sem luz


era
que chega
pra renovar
encher de luz
o planeta
que vai se
tornar
sagrado


vai voltar
a condição
de paraiso
pura harmonia


muitas águas
vão rolar
até tudo
purificar


consciência
na luz
foco
no espírito
transmutar
a densidade
refinar
a sensibilidade
ser antena
que capta
o infinito

trilhar o caminho
da paz
do amor
e da união

vida consagrada
a perfeição
do criador
não calar diante
da injustiça
ser farol
no escuro
ser diferença
na mesmice
ser criança
na seriedade
ser quântica
e descartar
o cartesiano
confiar no cosmos
na unidade
na vida que expande
evolui
e transcende
toda matéria vã
fadada
a  falência
fora do jogo
dentro do fogo

fora do esquema
dentro do poema

fora do padrão
dentro do condão

fora do comum
dentro da comunhão


com a verdade
do coração
do amor
da alegria e
da cura

sábado, 25 de setembro de 2010

na saída
encontra-se
a entrada


portal
que se
revela
quando
a porta
se encerra

estabilidade
insustentável:
base de areia


retirada
pra escalada
em busca
da vida alada


antagonismo
se dissipando
pra atração
natural
do que tem
sintonia
com o mundo
animico
e espiritual

saída do
convencional
estação
que chega
renovando

fazendo a
separação
de tudo
que não
tem ligação
do coração


ciclo de
cores
aromas
e flores
que expandem
a alma

o que  não
tem sintonia
se separa

primavera

 chega com frescor
trazendo água do céu
que rega a terra
a vida vegetal
e purifica o ar


flor que se abre
em meio a pedra:
lilás ,transmutando
e sutilizando

mudas de alecrim
pra alegrar
dando o sinal
de que o amor
é sempre o vencedor


cada vez
que um incomodo
aparece
um muda de flor
é ofertada...


presente de anjos

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

gelo cobrindo a cidade
tornando tudo frio
branco
umido

natureza
que mostra
seu poder
purifica
destrói
e transmuta

aqui essa
secura
que não cessa
vento que vem
e vai
dispersa a chuva
que não quer cair
será por causa
das queimadas?
dos canaviais
com seus ais
e das plantações
envenenadas de
homem que não
quer carpir

queima
pra poupar
seu esforço
sem se importar
em maltratar
e ressecar
o solo


que espécie
de seres somos
nós,
humanos
superficiais
tão apegados
a aparência?

reino humano
que fere e
interfere


planeta
em ebulição

terça-feira, 14 de setembro de 2010

composição

com posição
de humildade
e receptividade
uma composição
nasce de
verdade

ave poesia

ave poesia
cheia de garça
amor vem conosco
bendito é o vosso
vento de luz
mantra poesia
mãe de eus
hai-kai pra nós
sonhadores
agora e na hora
da nossa arte
amem

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

palavra
com gosto
de amora
quero
agora
pra
saborear
a vida
madura
com
doçura


palavra
que seja
acorde
pra alma
que dorme

que seja
sopro
em
meio
a secura
dos lábios
calados
contritos
aflitos

palavra
que seja
melodia
no dia
e na noite


que seja
estrela
em meio
ao escuro
do vazio
do ruido

que seja
água
limpida
e clara

que
purifica
e vivifica


palavra
que
lavra
a alma
como
o jardineiro
a terra

sábado, 11 de setembro de 2010

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

impulso
de
mudança


sair
da superfície

entrar
no orificio
do ofício
dourado


participar
da harmonia
do cosmos


retirar
cada véu
de ilusão

ver com
nitidez
apenas
a essência


desapego
de tudo
que não
for evolutivo

terça-feira, 7 de setembro de 2010

lua que
chega pra
renovar a
vida
traz a chuva
e a limpidez
no ar
chuva chegando
mansinha
pra molhar
a terra seca
cansada de sol
e fogo
que homem faz
por preguiça
de capinar

molha com carinho
afagando as plantas
com suas gotas
serenas

água que mesmo
sendo pouca ainda
ja permite
a leveza do ar
umedecido
agradecido

gratidão
a agua celeste

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

secura no ar
deixando tudo
estagnado
cansado
enfraquecido
reflexos de atmosfera
sofrida por
queimadas
poluições ilimitadas
das máquinas
que não cessam
de movimentar
pra sustentar
tanto vazio


humanidade
que escolhe
a degradação
em prol
de seu bem-estar
material


mais vazamento
no golfo do México
por tanto mexerem
no fundo do mar
até tudo
explorar
explodir

planeta
que vai
naturalmente
se realinhar
e muita gente
vai pagar
mais caro
pra ver

terça-feira, 31 de agosto de 2010

BELO MONTE

tempos cada
vez mais
materializados
de ganância
e destruição
de seres
desprovidos
de sensibilidade
e amor
não ouvem
o som das águas
nem a voz
dos índios


querem apenas
pensar
em cifrões
belo monte
de dinheiro

domingo, 29 de agosto de 2010

mortes causadas
por águas que
não cessam

natureza
que purifica
de forma drástica
em sintonia
com a destruição
causada
por essa
civilização

sol queimando
pra transmutar
tanta
secura de amor

mares estremecendo
pra parir
o estupro
petroleiro

tantos seres
se acabando
no crack
como se a vida
fosse mesmo um estralo
vazio no vácuo
no álcool
como se a vida
fosse volátil


sexualidade
sem conexão
com o sagrado

humanidade
que desonra
o próprio corpo

descuida de si
da terra
do ar
de tudo que é
vida pura


como pretende
continuar
a vida no planeta
onde a escassez
começa a despontar?


é preciso luz
ações altruístas
ja não é mais tempo
de orgulhos feridos
egos ofendidos
diante de tanto
clamor


vivemos em meio
a transiçãO
onde o velho
modelo precisa
ruir
pra deixar o novo
o poder feminino
transcender
tanta
escuridão

sábado, 28 de agosto de 2010

amoras que
se doam
com amor


que se deixam
colher
por quem
não as plantou


nutre a todos
que passam
famintos
de vida madura
doce e macia


amora que
se sorve
feito
sorvete morno
de sol


amora-amor

árvore
que em abundância
se doa

um verso pra Tatit

zero hora
noite cálida
calada
ao som
de sem
palavras
voz singela
de cantor-poeta
que passa
como pássaro


indesejos
desprocuras
estabilizadas
emoções
nem alegria
nem tristeza
nem choro
nem vela
serena alegria
incontida
de exageros


novas vias
pra trilhar
novo céu
pra contemplar
novas almas
pra conviver
desapego
do familiar
convencional
do incômodo
do cômodo


de vida acostumada


sossego
desassossegado
com sabor de pêssego

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

vai,vai,vai
vaidade
crise
é sempre
uma nova
direção
querendo
despontar

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

super fluo
sem o
supérfluo

terça-feira, 24 de agosto de 2010

aqui
amora

aqui
amor

aqui
plenitude

aqui
serenidade

aqui
agora

paz

aqui
agora
tanto
se faz
amoras maduras
sabor de vida
pronta
abundância
e doação
caminhho
em nova
direção
palavras
inertes
desejos
transcendidos
planos
suspensos
caminhos
despontando
no horizonte
no tempo
das amoras
maduras

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

aqui
tempo
de amoras
chegando

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

lua nova

sorriso de prata
no céu

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

VÊNUS

até parece
que nos

nus

renovação

novo alimento
alinhamento
alento

tudo
que
era
lento
sonolento
cedendo
lugar
pro
fortalecimento


vida nova
que desponta
saltar
no desconhecido
sem medo
do inesperado


seguir o rumo
da alma
que ouve
som de estrelas
e confia

sexta-feira, 23 de julho de 2010

De cisão

tudo claro
como a lua
sinais de estrelas
orientando
o caminho
estranhezas
necessárias
prá fortalecer
a decisão

segunda-feira, 19 de julho de 2010

desapegos
laços desatados
de nós
desconectados
do coração


comum unidade
apontando
a integração
sinal de estrelas
não tem como
não seguir
têm ligação
com o coração
e com tudo
que é essencial


lançando no
desconhecido
rompendo
medo
de abismo e
e elevação

superficialidade
perdendo cada
vez mais o lugar
o sagrado
contornando
cada vez mais
a alma
um agrado
que torna
tudo cristalino
solto
transcendido


respostas
cada vez
mais brotando
e florescendo
do centro
do coração
revelando
a real direção
gestação
de parto
natural

quinta-feira, 15 de julho de 2010

ensinamentos
se concentram
no coração

domingo, 11 de julho de 2010

propósito de eclipse

trilhar o caminho
sagrado
fazer na natureza
um agrado
uma oferenda
de amor
de cuidado
e gratidão

cuidar da água
usa-la sem desperdício
pra que nunca se esgote


afagar a terra
plantar o alimento
a erva que cura
a flor que encanta

apreciar o fogo
e usa-lo como ritual
de limpeza
e transmutação

respeitar o ar
com os pensamentos
elevados
e a consciência em
eterna expansão
também cuidar
da não poluição
química

reverenciar
as forças da natureza
por toda grandeza
e beleza
e fazer da minha
vida um canto
sagrado
de luz

sábado, 10 de julho de 2010

buscar o
silêncio
da mente
pra ouvir
a voz
suave
da alma
que soa
como ave
lua nova
véspera
de eclipse
instante
de reflexão
espalhar
o vazio
pelo chão
não temer
a escuridão
pulsar
na cor
e calor
do sol
clarear
o coração
transcender
toda limitação
mandalas
pra alar
a alma
encontrar
o ponto
o centro
pra desvendar
segredo
e achar
a resposta
que vai dentro
ir ao encontro
do desconhecido
penetrar em seu
silêncio
provar de suas
verdades
voltar revirado
com tudo
pelo avesso
e depois,
calma
e lentamente
manter o que ressoa
na alma
pra não trair
a verdade
que vai dentro
e contém
a direção
do meu próprio coração

quarta-feira, 7 de julho de 2010

quando a compreensão
do que não era pra ser
se torna clara
tudo se transforma
se transmuta
se eleva

vida que não cessa
de ensinar
lugar de montanhas
que faz a alma
se alar
se cobrir
aquietar

lugar sagrado
de se enlevar
deixar o vento
levar o que não é


entrega
que depois
de aceita
vira pluma

ensinamentos
que vêm de outros
níveis
expandindo a consciência
deixando a vida elevada
e o sacrifício
puro sacro ofício


medos que se desfazem
apegos que se dissolvem
vida que se torna
maior e conectada
com o cosmos


pequena centelha
que se ilumina
e ajuda o brilho
da estrela
ser manifesto

sábado, 12 de junho de 2010

pedra da gávea
vontade de ser ave
ser aérea
gavião
avião

pés no chão
e coração alado
vontade de saltar
planar
ser levada
pelo ar
pelo vento
e descobrir
novo intento


dia cinza
e frio
descolorido
pelo azul
lua nova
pra renovar
o amor
mesmo que só
a paciente
espera
pela alma
companheira
aventureira
pra deixar a
vida mais colorida
e alegre

vida diet

sem calor, ia
morrendo de fome
de amar
há fetos
nos
afetos

domingo, 6 de junho de 2010

manhã que
me despertou
de maneira
singular
como se o
dia fosse
o mais
encantado
presente
todas
as manhãs
são poéticas
porque são
noéticas
o ar frio
da manhã
cheio de
umidade
e claridade
revelando
a luz
explicita
da vida
emanada
pelo sol
sol que chega
dourando o dia
na manhã fria


presença sonora
de pássaros
que celebram
o raiar do dia
com alegria


galo que canta
pra engrandecer
a manhã


silêncio
matinal
acompanhado
por sinfonia
natural


e a vida
segue
seu rumo
natural


mesmo que
haja tumulto
guerra
calamidade

no interior
da vida
ela pulsa
em harmonia
é só parar
e ver!
azul do céu
acordando
desbotando
de escuridão
noturna

galo que
ainda se ouve
cantar
na cidade
mantendo
o gosto
da vida simples
e natural

o galo
canta
pro dia
que se
levanta
e acorda
as pessoas
pra verem
a cor
do dia
que surge
claro


e o frio
faz tudo
ficar com
jeito
e profundidade
de dentro


frio que
aquece
a alma
deixando-a
alada


palavras
que acompanham
instantes
aquis agoras
que viram
passado
presença
doce,serena
e clara de
criança
pele e alma
macia
leveza
no olhar


criança
que faz
o amor
ficar explicito
incondicional
natural...
dia que amanhece


ainda escuro
e presente
de estrelas
frio da noite
que termina
e desperta
a alma
pra olhar
pra si
ficando outra
vez mais
nua


presença
felina
companhia fiel
que complementa
a solitude

sono que
se vai
estrelas
que despertam
silêncio
que alimenta


frio que
interioriza
recolhimento
de expansão
garantida
encantamento tem
a delicadeza
e a tranparência
do vidro
e quando se quebra
já era...

sábado, 5 de junho de 2010

vida onírica
tudo clareando
resolvendo
revelando
o inconsciente
e tornando
o olhar
diferente

quarta-feira, 2 de junho de 2010

banho
de rosas
rosas
pra ficar
amorosa

terça-feira, 1 de junho de 2010

o louco
se despe
das
más caras
o louco revela
as facetas
que todo normal
oculta de si
e do social
será crueldade
a loucura
que revela
a sombra
própria e alheia
ou querer
controlar
a loucura
crua
que despe
a maldade
pra encontrar
a essencia
da bondade
que se oculta

será mais louco
o que enlouquece
ou o que acha
que tem razão?

perder o eixo
pode ser a
melhor saida
pra voltar
ao centro

porque controlar
o que precisa
ser rompido
despido
suprimido?
e sustentar
a máfia
farmacológica
que nunca
conheceu
a fórmula
da magia
da vida
nem da poesia


até quando
um ser humano
vai se achar
no direito
de ser superior
ao outro
ainda mais
no momento
da fragilidade?

não posso
fazer parte
do esquema
que limita
enquadra
mantendo a doença
pra garantir
seu sustento

acredito na
loucura
como a
mais louca
cura
que liberta
alegra
e dignifica
o meu semelhante
rosas inesperadas
de alguém
que enlouquece
e não esquece
do carinho

alguém
que se
desintegra
rompe
e retorna
transtornando
lugares e pessoas

e a rosa
cor-de-rosa
desabrochada
de tanto
amor
vem
como presente
lembrança
de gratidão

fico com
a rosa
e o gesto
esqueço
da loucura
e desejo
que a cura
do amor
a alcance

borago

borago

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