sexta-feira, 27 de maio de 2011

que toda ganância que impera por detrás dos interesses que só destroem o que ainda nos resta de natural, possa ser transmutada pela força do amor
como um milagre das águas...
.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

vida que as vezes
parece ter o sentido
suspenso
tanta notícia
feia
violência
miséria
desrespeito


a arte
parece ser
a única vitamina
social

a arte que tem ar
de pureza
que busca a essência
da beleza
da sensibilidade
que pulsa no íntimo
do ser que se
diz humano

uma estrela cadente
no céu , na cidade
cadência mágica
que por um breve
instante faz tudo
parecer ter sentido
na noite vazia
no bar...

terça-feira, 24 de maio de 2011

euforia
alforria

eu floria
sincronia
é um sim
colorido

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Conserto

hoje acordei
com vontade
de concertar
a vida

e assim vou seguindo

música brasileira
tem brasa
tem fogueira
pode ser
faceira ou
difícil

tem alegria
alegoria
do samba
que há tanto
a tantos
e a santos
encanta




música que
tem fé
tem  banho
de brilho
de sol
em todas
suas nuances
seus tons
seus dons
de ser
fogo
violeta



partitura
sem parte
partida
estrutura
quase escultura
do tempo
nu tempo


e a brasa
da palavra
da música
que paira
e traz paz e
alegria
com  a
fiança da
aliança
traz a chave
que religa
a essência



palavra sonora
senhora do sono
e de si
lente
de tons
acordes
que acordam
com cor da
alma
clara

no agora
que é terno





domingo, 1 de maio de 2011

arrumação

pra dar
rumo
à ação


segunda-feira, 25 de abril de 2011

meu jardim florido
desfez tudo
que andava
dolorido

flor
é
o posto
da dor

domingo, 24 de abril de 2011

que tudo
seja como
flor!

Afetos consumidos...com sumidos...

existência e vida
sobrevivência e lida
eu e o outro
a noite e o dia
o frio e o quente
o fogo e a água
polos opostos
equilibrio
distante?


no fundo
do ser
a resposta
yin completa...



afetos
consumidos
no vazio
da solidão
temida
como um
fato consumado


cremado


onde anda o lirismo?
não há romance mais no ar?
corpos famintos
se entregam pro tato
volátil
  que se dissolve
sem nada deixar
de semente:

um mente...




refúfio na solidão
porque amar
anda muito distante...



ou quem sabe
o aprendizado real
seja de fato
a entrega pra
liberdade do amor
incondicional?





porque nos escondemos do amor???










encontrar na solitude
a melhor atitude
desprender-se do
desejo de ser
lembrado
de esperar
com ânsia
e entristecer
quando a espera


quase que desespera


encontrar na alma
a calma em flor
perder o medo
do desamor

ou será
do amor?



tudo ao redor
parece cansado
neste mundo revirado
cada um com
seu vazio
e os encontros
na superfície...




encontros sem fusão
gerando confusão
o que podia se abrir
se fecha
e o foco
do que importa
de verdade
se dispersa




aqui dentro 
do meu ser
misto de afetos
desfeitos
projetos inacabados
amores em vãos
desejos suspensos
 que perdem a força
em instantes


busco alento
nas palavras
mas talvez
deva fazer o contrário
fundir-me no silêncio
e transformar-me
numa pluma!


poema no corpo
escrito pelo afago
do fogo
se apaga
se o fogo
tiver sido
de palha...



noticiários

notas trágicas
notas fúteis
desfilam nas
páginas iniciais
em quase todos
os jornais
mortes e vaidades
crimes sem castigos
mundo de pernas
pro ar
onde isto tudo
vai dar?

sábado, 23 de abril de 2011

quânticos

no núcleo
do eu
assim como
o átomo
há um campo
de infinitas
probabilidades











































além da pele

poema no corpo
escrito pelo afago
 do fogo
não se apaga

































































sexta-feira, 15 de abril de 2011

olhos mágicos

na noite
ou no dia

entre nós

há achados
e perdidos
dispensar a dor
colorir com amor

segunda-feira, 11 de abril de 2011

quanta delicadeza
há num
botão de rosa

inda mais
quando
é planta
que foi
morar na terra
através de nossas
mãos...

rosa
dentre
as flores
parece
ter algo
incontido
tamanha
maciez
da textura
de suas pétalas
e o frescor

de seu aroma


rosa
exala
amor
no ar
e no
olhar
no
 meio
da

noite
inteira

mente
que clareia
e alma
incendeia
não temo
a solidão
ela é
mote
da minha
inteireza
bem dita
fala
que ala
o dito
pelo não
dito
bendita
ação



meditação
nu

ser
adentro
a noite
que me
adentra
aqui
agora
sim


como
um sino

singelo
que se toca
pelo vento




aqui
agora
paz
como sono
felino
que se entrega
e se desperta
com a mesma
prontidão



aqui
agora
cais
em meio
ao caos
que perturba
e reestrutura
o mundo




aqui
agora
luz

que
seduz
meu ser
na busca
da comunhão
com a totalidade
da vida
que É...
sono que
cede lugar
pra ligar
o que
havia
se rompido
no elo
da ilusão









alma calma
mente límpida
solitude
que nutre
compreensão
da condição



o sentido
contido
no sem
tido
alma clara
em noite
escura

escuta
a fala

rara

da vida
que pulsa

impulsiona
a luz
expulsa
a ilusão
do que
não foi
porque não
era parte
do plano
vital
do real

sexta-feira, 8 de abril de 2011

trocadilho em Kundera...

ah, quem dera...


a yin sustentável leveza do ser...

uma porta

aporta
 um porto

sexta-feira, 25 de março de 2011

com cordar é dar corda à...?

segunda-feira, 21 de março de 2011

beijos-flores

sábado, 19 de março de 2011

arte

quero
contatarte
abro bem a
porta pra
adentrar-me

o ar noturno


sob o céu
nublado
rosado
 o gato sobre o muro
indo  apressado

pra saber-si
na noite
e quase no mesmo

instante
entra de novo
na casa



que também
é seu abrigo




e a  gata
que ja na
casa adentrara
declara
com sua fala
que ala o
ar de graça

 na csaa
da moça
que não
casa
por não
querer
perder
a asa












solidão expansiva

as vezes
 endurecida
solidamente
se entrega



 amolece
sem esvanecer


quer ser
senhora de si


livre e silente
e um dia ser
estrela cadente
em cadência com o
amor


com a delicadeza
dos tratos

o requinte do cuidado
zelo amoroso
que aquece

colore

e brilha!

domingo, 13 de março de 2011

caquis amadurecendo
junto com o outono
e amoras temporãs
despedem-se
do verão


no aqui agora
tem caqui e amora...

Desilusão Fatal

você que
finge nem
me ver
por que
tanto medo
se fiz
do meu
segredo
uma
cura
do
desassossego?


 paixão
encanto
acontece
de forma
mágica
mas talvez
você nem saiba...




mas lógico
que quando
não desabrocha
vira qualquer
coisa assim
meio brocha
como seus
olhos ocultos
em lentes escuras
que se recusam

a encarar
olho no olho...


que desaforo!
nem amigo
você soube ser...
estrelas
que
resplandecem
e se despem
pra noite
que em breve
vai amanhã
ser
novo dia


gatos
que dormem
em comunhão
com seu sono
profundo e leve


sincronias
nos filmes
momentos
de ternos
e eternos
retornos
contornos
adquirindo
um tônus
mais firme
presente
que permanece
em  mutação
constante



outono
se anunciando
com suas folhas
amareladas
religando
o ciclo
de morte
e vida









sábado, 12 de março de 2011

solitude

as vezes

a solidão
que se apresenta
parece mais
que o necessário


falta


de habilidade
pra manusear
a solidez


da solidão
que ainda
não virou
atitude de sol




acordes
das águas

a cor
desagua

  acordo
do fogo
com foco
nas cores
dos olhos


tem sol
tem sangue
dourado
 cobre


azul
violeta...

qual a cor
dessa noite
acordada
com chuva...

mais uma vez...

a cor
dada
na noite...

eterno agora

agora
é terno
há uma
sinfonia
que flue
das águas


da chuva
dos rios
dis mares
dos lagos...


dos ralos
dos esgotos




das lágrimas
do suór
e dos banhos

sinfonia das águas
que tudo diz
com seu ritmo
de pura fixação
no agora que é
e é terno

já pão...


noite
 que se

se vai
e se
esvae
na chuva
que rega
mansamente

a terra de aqui

do outro lado
de lá
mar revolto
desativando
a força humana
sobre a natureza



no núcleo
a energia

pulsante
da vida


que impulsiona
com todos
os elementos
equilibrio









terça-feira, 8 de março de 2011

tirando o chapéu

noite de carnaval
e na tv
ouço e vejo
 Cartola
em sua
estação primeira



 em outro canal

 vi ainda  os
Doces Bárbaros
na alegria
do encontro
da harmonia
com a alegria


e Gil
com sua
plena
e presente
paz
 mesmo
sofrendo
a ignorância
dos que
o condenam
mantém
sua convicção
e tranquilidade



e hoje
ainda celebra
mantendo
e circulando
o expresso
2222
da central
do Brasil



e eu quero aqui dizer:
amo você Gil!!!




segunda-feira, 7 de março de 2011

palavras
são feitios

saem e sorvem


do ar
suas luzes
seus trilhos

suas respostas


intra
uterinas


ultra
felinas
e o vento...



marcando o ritmo
do tempo
da noite
fria
do carnaval
sem más -caras

ILUSIONISTA

sem ser
pessimista

o ilusionista
com seu olhar

luminoso


acha o amor

em qualquer praça


NOTURNA-MENTE



clareando
pensamentos
sentimentos
e intuições
para ações
de valores
vitais

solidão


em boa

e plena companhia
do eu
e o si-mesmo

infima

parte da teia
infinita da vida
jardim
mostrando

os sinais



só parar
prá se encantar

e prosseguir...


com atenção
e gratidão



na alma
e em suas
janelas
avidez

de avesluzes


que nem
pedra


 inerte

vívida
 na solidez
da sua


 perene solidão
mineral

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

yinsonia
yinsana

domingo, 30 de janeiro de 2011

aroma


a
dama-da-noite
anoitece
seu
amor
no ar



terça-feira, 25 de janeiro de 2011

mundo desabando
com morros deslizando
águas inundando
homens-bomba
detonando
cenas catástróficas
todo dia são comuns
 

  tempos de desordem
 onde há cais em meio ao caos?


 
  










 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

primeiro arco-iris
de presente
colorido que
relelmbra
a magia

na rua
muitos carros
 apressados
passam indiferentes
ao colorido
no céu


pedalando
e contemplando
vou seguindo
meu trajeto
sem esquecer
de agradecer
o presente de
verão

sábado, 1 de janeiro de 2011

onde vai parar
o desejo
do beijo
não dado
do olhar
que não
se uniu
da fusão
que ficou
confusa
da parceria
que parecia
sintonia?


onde vai
parar
o afeto
que se abriu
e foi abortado
a amizade
que poderia
ser colorida
e ficou
incolor?


onde vai
parar o amor
que a gente
queria experimentar
e ficou perdido
no tempo?

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

suave
sou ave
(ou quase!)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

par ou impar

quem

 é ímpar

não é
  par?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

coração
pronto
pra
expandir
o amor
através
do canto

sincronia
na sintonia


par
seria...
o que será?

ex pressar

tirando
 a pressa
tudo
recomeça
com
a calma
da alma
alada
que sorve
o gole
de água
degusta
a palavra
cantada
cerra os
olhos
ao som
da doce
canção
da voz
que ressoa
da pessoa
que canta
e trabalha
fábula viva
e inteira
sendo
formiga e cigarra
fresca manhã
vento que
traz...
                                    


e leva o
que não
era
o que
não quis
o que
não
abriu
nem sorriu
pro amor
em flor



vento
lento
traz
o que é
o que quis
o que se
abriu
e sorriu
pro amor
em flor
em cor
e aroma
amor
quando
não
abre
em flor


cai
no
rio
do
esquecimento


palavras
não ditas
nem
malditas
nem
benditas
viram
silêncio
e vácuo


desassossego
saindo
lento
deixando
a calma
do vazio
pleno
preencher


e a flor
do amor
em outro
solo
acompanhado
amadurecer

domingo, 5 de dezembro de 2010

 canto

  acalanto
manto


mantra
de
amor
e
unidade
na
junção
de
polaridades


 

por
todo
o
canto

cantos
santos

outros
não

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

hai-kaizinho

não escrevo
 hai-kai


as vezes
um hai-kaizinho


que
é
sempre
um
ai!
     cai
            sozinho!
nestes dias de
espera vã
descubro
poetas
irmanados
pela mesma
ânsia
de entender
 e aceitar
as coisas
de amor
que se vão


ou não são...


por isto
posto aqui
poemas que
gostaria de
ter escrito

mas é um alento
saber  que o que sinto

é humano e universal
 


gratidão a Carlos Drumond e Mário Quintana

A UM AUSENTE

  Tenho razão de sentir saudade, tenho razão de te acusar. Houve um pacto implícito que rompeste e sem te despedires foste embora. Detonaste o pacto. Detonaste a vida geral, a comum aquiescência de viver e explorar os rumos de obscuridade sem prazo sem consulta sem provocação até o limite das folhas caídas na hora de cair. Antecipaste a hora. Teu ponteiro enloqueceu, enloquecendo nossas horas. Que poderias ter feito de mais grave do que o ato sem continuação, o ato em si, o ato que não ousamos nem sabemos ousar porque depois dele não há nada? Tenho razão para sentir saudade de ti, de nossa convivência em falas camaradas, simples apertar de mãos, nem isso, voz modulando sílabas conhecidas e banais que eram sempre certeza e segurança. Sim, tenho saudades. Sim, acuso-te porque fizeste o não previsto nas leis da amizade e da natureza nem nos deixaste sequer o direito de indagar porque o fizeste, porque te foste. Carlos Drummond de Andrade

Canção de vidro


E nada vibrou…
não se ouviu nada…
Nada…

Mas o cristal nunca mais deu o mesmo som.

Cala, amigo…
cuidado amiga…
uma palavra só
pode tudo perder para sempre…

E é tão puro o silêncio agora !

Mário Quintana

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

                                              olhar alado
                                              vê do alto 

                                              penetra
                                             no
                                              profundo
                                             alheio
                                             espectro
                                             de cores
                                            em arco
                                             na íris
                                           

                                                                                      projeções de
                                                                                   todas as sombras
                                                                                     

terça-feira, 30 de novembro de 2010

as palavras

me livram
da loucura
 me lavram
da secura


me lavam
da amargura
me levam
pra soltura

me desatinam
me descortinam


me despem
me vestem


 me transparecem
me translucidam


me deixam ao léu
me levam além

desafeto virtual ou " pra bom entendedor, nem meia palavra basta"

um email
que era
pra ser
inteiro
real
deixou
tudo
letal


deletou

sem
tato
pelo
status
invisível


falou
sem
palavras
o que
causaria
menos
incômodo
sendo
dito
ou escrito

contato
naufragado
na rede
de quem
não era
  peixes

Yann Tiersen - La Dispute (Amélie) melodica + piano solo (free sheet music)

                                                                      musgo
                                                                     cobrindo
                                                                      chão
                                                                     amacia
                                                                      passos
                                                                    dos que
                                                                     passam

                                                          

                                                                pena repousada
                                                               evoca que passos
                                                              podem ser pássaros
basta tirar
o foco
daquilo

que não
 tem solução
que na vida
tem tanta
 opção

sem lamento
o tormento
adormece


até que
tudo
vire nada



 
 

haikaizinho

dia de chuva
 combina
com chá

Yin verso

                                                                              flor 
                                                                               dá
                                                                             poesia
                                                                                
                                                                       

 uma
alma
vigiando
a
noite


antena
captando
ruidos
envoltos
no
silêncio
fresco



sina
de
esconder
o
sono
pra 
sanar
desejo
de
amar
braços que 
se abrem
num abraço
terno e eterno

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

fícus

não sabe 
se vai 
ou 
se
fica
                                                                       

                                 


                                                  a placa que pede
                                                  não escreva na pedra
                                                    é aplacada pelo
                                                      impulso inconsciente
                                                        de um ser
                                                          que pretende
                                                              ser concreto
                                                               sólido
                                                            e perene
                                                             

                                                      nem se importa com
                                                      o ser que vive
                                                      na alma da pedra
                                     
                                                  registra o vazio
                                                     que escapa
                                                             do  medo
                                                                                de não ser                      
                                                            amar
                                                                  morrer...


                                                              ou viver...

                                                                                 insólito como uma pedra...

                                pedra
                        contem
                       palavras
                         circunscritas
                           em sua solidez


                      palavras não ditas
                      palavras do vazio
                  que só ouvem
           e lêem
                   quem tem ouvidos
              e olhos
               de pedra polida
          por águas
                                                                                    
                                                      
    nesse processo
    lento e escorregadio
    de ser 

    cada
    coisa
    tem 
    um
    sentido
    cada 
    ação
    um
    simbolismo
    que minha alma
    anseia siginificar

     com  passos
    vagarosos
    e  mãos
    no mesmo
    compasso
    tudo que tateio
    reflete em
    algum
    abismo


    as águas
    que me banham
    bebo
    contemplo
    e amo
    diluem e
    fluem
    o que
     teima
    em
    estagnar


    o céu com
    seu brilho
    solar
    estrelar
    e lunar
    clareiam
    e norteiam
    o caminhar


    cada 
    planta
    flor
    animal
    gente
    e todo
    ser vivente
    ensina
    a olhar
    tudo
    de um
    modo
    diferente


    e na lentidão
    de quase sempre
    organizando
    cada aspecto
    da vida
    uma melodia
    que não
    se ouve
    vai sendo
    composta



    cheia de notas
    semibreves...

    domingo, 28 de novembro de 2010

    DECRETO

    aproveitar melhor o tempo
    sem devaneios vãos
    esperas desesperadas
    esperanças ingênuas
    pois não quero a
    sensação de ver-me
    refletida inerte no tempo
    cada vez mais veloz



    decreto o fim
    dessa lentidão
    que agoniza


    em seu lugar
    quero a lentidão
    do criar
    processo de gerar
    com arte
    beleza e harmonia
    algo que clareie

    que transforme
      renove e me
    refaça como ser
    que cria de
    forma ativa   


    quero lançar-me
    no real
    ausentar-me do virtual
    desfazer sentimentos
    suspensos, represados
    todo engano
    e desencanto
    e deixar de esperar
    que ser mais feliz
    depende de um outro

    sábado, 27 de novembro de 2010

    o que
    tem
    que ser
    flue
    sem
    que
    nada
    influa
    junto com a lua
    vou deixar tudo
    que ta dentro
    também se esvaziar
    nesta noite


    vazio de pensamento
    de sentimento
    sem correspondência
    vazio de qualquer
    expectativa vã


    lua cheia
    que se despede
    leva contigo
    meu afeto
    contido
    que nem
    teve a chance
    de se mostrar

    pois agora
    o que vai
    prevalecer
    é simplesmente
    meu amor
    incondicionado


    a mim
    as flores
    aos gatos
    a tudo
    que tem vida
    não pede
    nem recusa
    amor
    momento de recolhimento
    preparo de entrada
    na tenda da lua
    período de purificação
    do corpo de ser-mulher

    sincronia com a  lua
    que altera da cheia
    pra vazia
    minguando no céu
    a aguçando a língua
    dando vazão
    a tudo que  desassossega



    interiorização

     para expansão
    organização do
    sentir- pensar- agir



     
    vem chegando
    mansamente
    com sua luz
    e explendor


    contemplar-te
    é estar
    à beira
    à deriva
    do infinito
    do cosmos
    é religar-se
    a vida
    que pulsa
    expande
    e é eterna

    encontro com a lua

    noites em claro
    pra absorver
    a claridade
    da lua

    aguardando
    sua chegada
    para a prática
    da contemplação
    acompanhada
    de Bach
    e de lentes
    que aproximam
    a lua de mim


    indescritível
    presença
    deste grande
     ser celeste
    que com
    sua  forma
    e claridade
    percorre
    mistérios
    de dentro
    e de fora
    do todo


    contemplar
    é de certa
    forma
    assimilar
    uma grandeza
    sem a lógica
    da razão
    e vai além
    da emoção
    que sai do coração...

    sexta-feira, 26 de novembro de 2010

    presentes noturnos
    ofertados pela claridade
    da lua cheia
    que a tudo clareia


    lua que parece

    um ovo luminoso
    poroso
    com brilho
    diamante
    encrustrado
    em sua face



    contemplação
    acariciada
     pelo brilho
    cadente
    de uma estrela
    se lançando

    no azul

    contemplação

    o tempo
    se torna
    templo

    altar
    feito de
    estrelas
    luz lunar
    para
    polarizar
    yin

    e yang
    luz
    e sombra
    solitude
    e atitude



    vaga-lumes
    brincando
    e brindando
    a vida

    na noite
    calma
    de silêncio
    fresco
    que sepulta
    o dia inerte
    do calor

    que derrete
    transmutando
    tudo que resiste
    a mudança
    espera sem perspectiva
    expectativa

    fadada ao cansaço


    espera com perspectiva
    expectativa fadada
    ao abraço



     

    noturno

    seres ilustres
    adentram em
    minha casa

     na noite abafada
    de lua oculta
    que começa
    a se esvaziar


    seres alados
      de luzes verdes

    que vaga-lumeiam
    alegrando
    e clareando
    a alma
    cansada
    de afeto

    desfeito

    quinta-feira, 25 de novembro de 2010

    afeto desabafado
    deu num fato
    consumado
    deu no mesmo
    se tivesse
    ficado guardado


    sina de ser só
    enganos de
    encantos que
    viram cinzas
    de um fogo
    de palha
    que só
    atrapalha


    elo desfeito
    como se querer
    bem fosse
    defeito



    sentimento
    se desfazendo
    feito
    fumaça...
    ou como
    se fosse
    algo volátil...

    borago

    borago

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