ai esse meu coração
até quando
vai viver de ilusão?
será a última vez
que verei um potencial
de amor se desfazer
sem que eu nada
consiga fazer?
como a gente
faz prá
uma amizade
que tinha cores vivas
não se desbotar?
queria começar
tudo de novo
como uma
rosa em botão
mas do outro lado
embora não ouça
pressinto um não
e despida de
tristeza procuro
me ver
mais por dentro
e percebo que do
fundo da constatação
acho a solução:
de nunca trair
meu amor
por mim
até atrair
o dia amante
que está
por vir
tarde quente no verão
da "cidade maravilhosa"
graça mais dadivosa
é estar no quintal de casa
ao redor de plantas
de variadas espécies
ouve-se os cantos dos pássaros
misturados aos ruídos humanos
tão urbanos
um certo bucolismo
em mim se manifesta
fazendo desejar
que a vida
seja leve e terna festa
quintal areja melhor
a mente
faz até ventar
no peito
acalmando o
ímpeto de um
coração faminto
quintal
é como
um
quarto de vida
no mato
ou no morro
e na noite
o cenário
vira quase
um planetário
um quarto de
banho de estrelas
no tatame
onde medito
sobre o amar
e seus ensinamentos
perto do mar
onde ondas
ensinam
o eterno fluxo
das águas
ja tive fase
onde o pensamento
só tinha perguntas
a respeito
do meu peito
na vida
agora
acho
que o que
penso
sinto
e procuro
pôr em ação
tem mais
afirmação
as dúvidas
já não mais
me dividem
antes,
me propõem
encontrar
a unção do sol
numa solução
que chega
em forma
de riso
tem fase
na vida
onde tudo
é apenas
agradecimento
as faltas
são preenchidas
pelo presente
claro
quente e
envolto
de vida
natural
mesmo
numa
grande
e doentia
cidade
que de maravilhosa,
tem a força
que religa
a alma
com a
vida
que faz
sentido
e vale
ser
vivida
aceitar
os presentes
que a
vida dá
é uma
lição
importante
e ainda
desfrutar
com calma
o ócio sagrado
de cada instante
dos gatos
grilos
pirilampos
crianças
enamorados
dos velhos
que não se
cansam da vida
vem da pena
do pássaro
ou de si próprio
vem do passo
que acerta
o compasso
na dança
da canção
que deixa
leve e enleva
o coração
vem da vida
que pulsa
em cada
respiração
vem da ação
que move
a alma
nas alturas
e do corpo
entregue
ao chão
às aguas
claras
aos ares
infinitos
até
vir
a
ser
quem
sabe
um
dia
poesia
em pessoa
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
poesia
matéria
do Ir real
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
vida
querendo
saber
a yincerta
direção
momento
estagnado
de trabalho
valores
em
questão
desejo
de dar-me
à luz
semente
musical
espantar
todo o mal
com a voz
em todo
canto
sagrado
e profano
calma felina
pra
ensinar
a paciência
e a paz
borboleta
de asa
ferida
veio
ensinar
a voar
e a pousar
descansou
na folha
verde
macia
do boldo
enquanto
eu contemplava
seu vôo
borboleta
fada
delicada
esverdeada
espadas
de santa
bárbara
floridas
e perfumadas
pra embelezar
meu caminho
meu ninho
onde minhas
asas têm
se erguido
no fluxo
natural
palavras
que escrevo
neste agora
sem me importar
se alguém
as lerão
são palavras
que me organizam
neste instante
incerto e sereno
que não rouba
minha paz
nem quando
o dindin
anda longe
de mim
anseio
conectar
com a fonte
eterna
de abundância
onde tudo
que se
necessita
se manifesta
através da
ação e reação
de ser viço
vital
essencial
encantado
de vida
sublime
de oitavas
superiores
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
com
fio
terra
tudo
se
conecta
na
sincronia
da
vida
bem
dita
num
sim
colorido
despido
de qualquer
conceito
pronto
falido
vestido
de eterno
porvir
cintilante
de estrelas
dor
depois
que
é
sem
tida
em
sua
totalidade
traz
mais ardor
e menos
ar de dor
e extrair
os sisos
embora
possa
parecer
levar
de vez
o juizo
em suas
raizes
nem foi
a dor
mais
dilacerante
que ja senti
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
meio
a
meio
pelo
caminho
do
meio
cada
um
em
si
faz
a
parte
que
lhe
cabe
para
viver
a
arte
de
amar
sem
possuir
só florir
sorrir
e seguir
radiante
e diante
do sol
da lua
da vida
nua, clara
e crua
nada
a
definir
só sentir
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
e por serem raras,
as estrelas entre os
prédios
na grande cidade
até parecem pirilampos
e brilham cheias de encantos
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
à noite
tudo
por
dentro
fica
mais
claro
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
habito
abismos
abalos
sísmicos
yin produções
caos
calmaria
com a Maria
avós Marias
aves marias
como
iguarias
vegetais
comida de
santo
tomo
banho
de guiné e
colônia de oxalá
prossigo acreditando
no amor
mesmo quando eu mesma
que tanto o anseio
quando ele me chega
quase nunca sei como
sei-o
declaro
ações
de bem-querer
a você
que me
faz ver
o seu/meu
melhor
na unidade
da variação
ai essa
quase
catatonia
que me cata
em algumas
horas
me ata
na cadeira
ou na cama
meio deixando
a esmo
temendo
perder o tempo
mas amando
deixar-me
levar
por ele
sem nada
fazer
só estar
relaxando
bom ouvir
o som
da chuva
no aconchego
do lar
bom não
ter hora
pra se apressar
fazer tudo
com vagar
eu gosto
de viver
de vagar
de divagar
e ir devagar
também
gosto de
me apressar
quando o passo
é
pra saltar
pra soltar
sem pressão
cada impressão
se torna
mais yinpressa
e na pressa
do tempo
disparatado
disparado
algo diz:
parado
para
par
ara
arado
parado
e o
movimento
necessário
preciso
e precioso
se mostra
no caminho
trilhado
sem medo
da verde
verdade
que
quer
ama
dure
ser
sair
por
uma
porta
e
entrar
por
outra
o porvir
está
por vir
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
despoluir
e polinizar
os vínculos
ja
nela
fecha
o
portal
abre
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
ávida
de vida
ave
poesia
cheia
de
garça
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
ninguém puxa
meu tapete
voa dor
no fato sem sumo consumado
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
mistério infinito
partida inexplicável
saudade eterna
presença mágica
hoje pedi uma
ajuda a meu
pai que ja partiu
há algum tempo
e recebi sua resposta
que com firmou
seu amor
e prontidão
ainda vivos
o sol radiante
explode
em luz
no todo
que
lhe faz
jus
a vida
ávida
grávida
de sonhos
tem seu
parto natural
nasce
cresce
viceja
com todas
suas
vísceras
sábado, 3 de agosto de 2013
depois que o
sufoco passa
o foco melhora
segunda-feira, 29 de julho de 2013
quando o santo não bate
mantenha distância
forma de evitar confusão
e sentimentalismo em vão
"mão fria
coração quente"
e
pé gelado
coração pelando?
domingo, 28 de julho de 2013
quando a gente expressa e libera a tristeza seja chorando, falando, escrevendo, pirando no dia seguinte, a alegria chega como se fosse inédita...
sábado, 27 de julho de 2013
tudo la fora
em movimento
aglomerado de gente
manifestantes
peregrinos
na cidade
maravilhosa
efervescente
e quanto
mais agito
lá fora
mais me
recolho
aqui dentro
como uma
monja
ou eremita
não sei
que sina
de ser só
se apodera
de mim
talvez o
período
que antecede
meu ciclo
de corpo
de mulher
ou talvez
quem sabe
apenas
essa natureza
reclusa
embora
também
goste de
convívio
alegre
musical
poético
uma fase
uma face
não sei
mas algo
em mim
se inquieta
nesse silêncio
carente
como se
estar isolada
em meu casulo
fosse algo
até patológico
uma dificuldade
de criar laços
nesse meu novo habitat
da grande cidade
protegida na solidão
na companhia dos felinos
minha vida
parece em descompasso
com o movimento
de fora
preparo o chá
e a sopa
na noite fria
e me sento
em frente ao
computador
pra espantar
tanta solidão
mas é mera
ilusão
da era
virtual
hoje nem
botei os pés
na rua
também
nem fui
olhar a lua
no inverno
tudo fica
mais grave
mais pesado
e demorado
porque no frio
estar desacompanhado
sugere uma tristeza
uma falta de habilidade
pro contato
e embora
conheça e
exercite
a solitude
quero tomar
uma atitude
e pôr fim
a essa prisão
domiciliar
que me meti
que na manhã
seguinte
todo esse peso
taciturno
dessa noite
fria
possa
se desvanecer
com o sol
a brisa do mar
e a minha força
de vontade
de amar
quinta-feira, 25 de julho de 2013
faz frio lá fora
ao meu lado
na rua,
muita pessoas
se movimentam
em busca de não
sei o quê
caminham de mãos
dadas pra verem o papa
outras manifestam
pela corrupção
violência
o sumiço do
Amarildo
helicópteros
sobrevoam
o tempo todo
a fim de manter
a ordem
o controle
da cidade
vigiada
o mar hoje estava
agitado
com suas ondas
brancas e frias
indo e vindo
com força ou fúria
aqui diante desta tela
me protejo
me revelo
escancaro a solidão
e mesmo me
amando
e gostando de
ficar em minha
própria companhia
no fundo
o que queria
mesmo
era alguém
pra me aninhar
trocar carinhos
afetos
pra esquentar
do frio
esse coração
cansado
de estar só
sexta-feira, 19 de julho de 2013
uma pessoa
que vive
solitária
mesmo que
tenha seus
bichanos
ainda assim
fica com
alguns
TOCs
ah, se
essa "psicopatolgia
da vida cotidiana"
na solidão
os costumes
vão se fixando
hábitos que se
repetem
e repetem
tanta internet
me reflete
inerte
diante da
tela
a mercê
do que nem sei
mas é na solidão
que ouço apenas
o que quero
como o som
suave da chuva que
cai agora sobre
o telhado
e delicadamente
rega as plantas
ouço os discos
que quero
repito horas
a mesma canção
as vezes por dias
o mesmo cd
viver só
é um prazer
secreto
de poder
ser total
com toda
a multiplicidade
de ser
mas é contraditório
porque ser e estar só
no fundo
acaba cansando...
manter o intento
firme
no meio do
momento tenso
e intenso
manter a
presença
na luz
da transformadora
ação
ser pleno
correto
luminoso
e resplandecente
e a obscuridade
toda
se esvanecerá
em nuvens cinzentas
pesadas
de chuva vigorosa
que vem com seu poder
lavar e levar todo mal
residual
até que a humanidade
seja total
uma viatura em cada esquina por aqui
de um policiamento que gera muito mais tensão
do que proteção
homens fardados representando
um sistema cada vez mais falido
e fadado ao fracasso
e o sol brilhando no mar
aumenta a vontade de acreditar
que esse pais vai mudar
e a era de paz vai triunfar
não sei dizer
metáforas
minhas
metas
saem de
dentro e
meto
sempre
o coração
onde não
é chamado
sei dizer o que sinto
seja concreto
abstrato
incoerente
inocente
neste instante
noturno úmido
de lua cheia
escondida
nas nuvens
aqui dentro
no embalo
da rede
ao som
de um bom
chôro
sinto a
vida que
pulsa
em
meus sonhos
planos
amores
incertos
recém descobertos
fase de renovação
junto com a estação
outono
ou tônus
no corpo
que quer
ser pleno
de som
luz e calor
momento
de espera
prática
da ciência
da paz
sabendo
que todo
faz-de-conta
um dia
acorda
e toca
acordes
encantados
lá no fundo
da alma
e na superfície
deste instante
sei que viver
é um presente
e isto é tudo
e me basta
terça-feira, 26 de março de 2013
sei que mudança
é uma dança
muda
uma
muda de
dança
e que as
vezes
me cansa
mas continuo dançando
quinta-feira, 14 de março de 2013
sem poesia
a vida não
seria
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
prá driblar
a tristeza
do jardim
demolido
só um pé
de rosa
florido
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
sou
sem
hora
de
mim
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
como escancarar um desgosto
um amor não sentido
confessado
condenado
revirar todas as sombras
das profundezas
do coração
pra depois
de tudo claro
um amor
raro
inaugurar
por instinto
materno
dia de cinzas
tanta chuva e
sol raiando com
vigor
depois
dentro e fora
reflexo
da alma
abram alas
que minhas
asas
vão voar
peito aberto
e coração vazio
pra se encher
de amor renovado
neste carnaval
despi a
da fantasia
de mim mesma
para ser outra
nova
inteira
leve
descontraída
que contrai idas
e distrai voltas...
hoje acordei
e fiz um acordo
quântico com o dia:
que as múltiplas
possibilidades
de abertura
de tudo
o que necessito
e mereço
se revelem
na claridade
do sol
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
quero yinverter
a ordem
do que
não tem
sentido
pleno
de existência